Inter perdeu a invencibilidade

Leia o post original por Pedro Ernesto

Eram cinco jogos com vitórias seguidas. Neles, nenhum gol sofrido. Porém, o Inter enfrentou ontem um adversário de categoria e veio a derrota. Não foi injusta nem inesperada. O São Paulo tem jogadores de categoria e, com eles, construiu sua vitória. O Inter atacou muito no segundo tempo, e as oportunidades que criou foram escassas.

Rafael Moura não consegue concluir – e não é de hoje. Dá a impressão de que o Inter atua com dez jogadores. Abelão buscou ainda recursos técnicos em JH e fracassou.

 

Tranca de ferro

Ninguém duvida que Grêmio e Cruzeiro sejam forças esportivas semelhantes. Mas ninguém duvida também que o momento do Cruzeiro é muito melhor que o do Grêmio. Mais: ninguém duvida que o grupo de jogadores do Cruzeiro é mais competente. Sendo assim, resta a Luiz Felipe Scolari montar um time com altos cuidados defensivos. Começa pelo retorno de Pará, de apoio deficiente e muito bom na marcação. Passa pela escalação dos três volantes. Eles terão a tarefa de impedir os avanços de Éverton Riberio e Ricardo Goulart, os dos expoentes técnicos dos mineiros. Dudu e Luan deverão ter tarefas ofensivas e defensivas.

Não cabe ao Grêmio dar espaços ao Cruzeiro em nenhum setor do campo. O risco que corre é de isolar o centroavante Lucas Coelho e não ter saída ofensiva. Mas isso é um risco calculado. Sendo o jogo contra o líder, na casa dele, a tarefa primordial é defender. A porteira gremista precisa ser fechada com tranca de ferro. Dar espaço ao Cruzeiro será suicídio.

Escalações

Felipão escalou um time no Gre-Nal e disse que o preservaria em 90% no jogo seguinte. Não foi possível por lesões ou definições táticas. Nesta terceira partida, o técnico mantém alguma de suas convicções. Zé Roberto é uma delas. Sua alta técnica justifica a presença em campo, mesmo porque não existe outro jogador competente nessa posição. O combatido Pará volta ao time porque é melhor do que as outras opções para a lateral direita. O trio de volantes indica que Felipão passará o Brasileirão inteiro com ele. Dudu e Luan serão os meias. Felipão não abre mão de centroavante. Se não for Barcos, lesionado, será Lucas Coelho, preponderante no 2 a 0 no Criciúma, domingo.

Novo Hamburgo

O anilado foi eliminado de vez da Copa do Brasil ontem. Não se esperava decisão diferente do Pleno do STJD. Estávamos na torcida para que o Novo Hamburgo ficasse na competição. Os dirigentes do clube erraram ao escalar Preto contra o ABC. Ele estava sem condições de atuar. Uma lástima. O Novo Hamburgo encararia o Vasco na quarta-feira, pelas oitavas da Copa do Brasil. Seus dirigentes sabiam dessa decisão do Pleno. Tanto que trocaram de treinador e desmontaram o time pensando no Gauchão 2015.

Demaaaais

Dunga adotou o caminho de montar esta sua primeira equipe sem um centroavante de ofício, de área. Esse parece ser o caminho da Seleção Brasileira. Não há bons centroavantes à disposição do técnico. Sendo assim, trabalhará com atacantes de movimentação, como Diego Tardelli, Neymar e Hulk. O que já havia sido feito por Mano Menezes e foi abandonado por Felipão.

De menos

Nada poderia ser pior do que a CBF convocar duas seleções ao mesmo tempo. Isso porque os times estão em meio a disputas importantes como Brasileirão, Copa do Sul e Sul-Americana. O Corinthians já berrou, reclamando que pode ficar até sem sete jogadores. Esse é apenas um dos grandes absurdos da CBF, que trata de desqualificar a competição que ela mesmo promove. Se procurarmos uma burrice maior do que essa, teremos grande dificuldade de encontrar.