Valdívia nunca mereceu ser ídolo no Palmeiras; tratá-lo como tal é desrespeitar Ademir da Guia, São Marcos, Evair… e a própria instituição

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Na minha carreira de jornalista, tive o privilégio de entrevistar Ademir da Guia, Edmundo, Evair, César Maluco e São Marcos.

Eles têm opiniões diferentes sobre diversos assuntos e se manifestam, cada qual, da sua maneira. O Divino é de uma gentileza ímpar. O Santo prima pela contundência, simpatia e simplicidade.

O Animal e o polêmico centroavante são reativos e diretos, e o comandante de ataque de futebol refinado reflete seu jeito sereno na hora de falar.

Estes boleiros de personalidade distintas têm em comum duas coisas: são ídolos da Sociedade Esportiva Palmeiras e quando mencionam o clube mostram enorme reverência.

O orgulho de pertencerem à rica história de uma agremiação gigante e secular em poucos dias, continua intensamente vivo nos corações e mentes desses craques.

Por que Valdívia faz parte da turma deles e de Dudu, Waldermar Fiúme, Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos e outros monstros que tornaram o manto alviverde mais pesado e vencedor?

Nunca entendi. Acho até desrespeito com a própria instituição e seus ícones o tratamento especial dispensado ao atleta em atividade.

Nem questiono a qualidade.

O meia chileno, desde a primeira passagem pelo Alviverde, possui as virtudes técnicas necessárias para ser titular de todos os elencos dos quais participou e torná-los mais fortes contra os rivais, mas escreveu capítulos tortos dentro e fora dos gramados.

Suas ações não exprimem qualquer tipo de gratidão.

Basta ver a entrevista em que justificou o exílio voluntário ao lado do Mickey.

Ficou se defendendo, foi protocolar e insensível diante da situação difícil vivida pela equipe às vésperas do centésimo aniversário.

Sequer esboçou alguma alegria por talvez ter a chance de ajudar.

O egoísmo prevaleceu de novo.

Se colocou acima da camisa.

O Palestra e outros grandes times não precisam de ídolos assim.

O texto do post é a reprodução de minha coluna de sábado, dia 9, no Lance. Foi escrito logo após a entrevista coletiva do meia na qual ‘explicou’ a razão de demorar para retornar ao clube. Faz muitos anos tenho esta opinião sobre o comportamento profissional, o pessoal não me diz respeito, do complicado atleta. Ele nunca me deu motivos para mudá-la.