São Paulo consegue vitória emocionante contra o Santos; Ganso liderou o time de Muricy e foi o melhor em campo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

 São Paulo 2×1 Santos

No interessante clássico disputado no Morumbi, o time de Muricy jogou um pouco melhor no 1° tempo e o de Oswaldo de Oliveira mostrou pequena superioridade depois do intervalo.

O São Paulo, de novo com todos atletas priorizando o trabalho coletivo e se esforçando, venceu porque foi melhor na parte ofensiva.

O Santos errou muitos passes e pecou nas finalizações.

Não aproveitou seus bons momentos no jogo.

Ganso foi o melhor campo porque fez o gol e o destaque setor de criação.

Gabriel, Lucas Lima, Thiago Ribeiro, Leandro Damião, Rildo e Patito (jogou menos de 15 minutos) ficaram devendo.

A arbitragem trabalhou direito.

Propostas de jogo

Muricy gostou do que viu diante do Internacional e repetiu o esquema tático usado na melhor apresentação de seus comandados após a Copa do Mundo.

A única modificação foi a volta de Souza, fora do confronto da Arena colorada por estar suspenso, e a saída de Hudson.

O volante jogou perto de Denílson e teve mais liberdade que o companheiro para ajudar na criação.

Ganso, na direita, e Kaká, do outro lado, jogaram na mesma linha deles quando o time se defendeu e à frente,  se movimentando, na hora em que o São Paulo tinha bola.

Eles foram os encarregados da coordenação das ações do sistema ofensivo.

Kardec e Pato atuaram como atacantes.

Quando um se posicionou como centroavante o outro saiu utilizou os lados do ataque ou a meia.

O primeiro do centro para a direita e seu companheiro do centro à esquerda.

Álvaro Pereira apoiou mais que Paulo Miranda.

Oswaldo de Oliveira posicionou o Peixe no 4-2-3-1 contra o 4-4-2 do adversário.

Gabriel, na direita, Lucas Lima centralizado e Thiago Ribeiro formaram o trio de criação.

O volante Arouca também também, enquanto Alison, da mesma posição, priorizou a marcação.

Mena participou mais que Cicinho da parte ofensiva.

Leandro Damião atuou no comando de ataque e mal apareceu.

Ganso desequilibra e transforma superioridade em vantagem

O time de Muricy jogou melhor até fazer 1×0.

Ganhou a disputa no meio de campo, teve maior iniciativa de atacar e mais tempo de posse de bola.

Ficou com a redonda bem perto da área santista e com dificuldade para entrar nela trocando passes.

O Santos atuou recuado.

O trio de criação participou mais dos desarmes que da criação.

Pressionou, mas não criou nenhuma chance clara até Ganso balançar a rede aos 25 minutos.

A jogada começou em cobrança de lateral e teve a participação importante de Alan Kardec, que ganhou a dividida por cima e tocou, de cabeça, para o meia acertar bonito chute dentro da área.

O meia, antes de fazer 1×0, era o melhor em campo.

Kaká e Pato, apesar de mostrarem vontade e seriedade, não estavam inspirados.

Em especial o atacante.

Série de erros

Alison falhou ao dar espaço para Ganso dominar a bola, virar e finalizar.

Precisava ficar mais perto do meia.

O Peixe cometeu outros erros.

A má qualidade ajudou o adversário a se impor porque atrapalhou a saída de bola e a manutenção dela no meio.

O Santos também pecou nas finalizações e se movimentou pouco na frente.

O sistema defensivo do São Paulo voltou a cometer antigos erros.

Um na saída de jogo, no passe torto de Paulo Miranda ao Edson Silva, e dois na jogada aérea em cobranças de escanteio.

Mas os santistas não souberam aproveitá-los.

Depois de ficarem em desvantagem no placar, saíram da defesa, mas a pouca mobilidade do quarteto de frente, somada aos erros de passes e ao trabalho defensivo intenso do meio-campo adversário impediram a reversão do cenário desfavorável.

Santos volta melhor

Leandro Damião não retornou do período de descanso.

Rildo o substituiu.

Entrou na esquerda e Thiago Ribeiro, que estava ali, foi se revezar com Gabriel nas funções de centroavante e meia-atacante do lado direito no trio de criação.

A movimentação santista melhorou muito, a qualidade do passe apenas um pouco, mas isso e a oscilação do trabalho defensivo no meio-campo do São Paulo, pois algumas vezes Kaká e (ou) Ganso não voltaram para a formação da linha de quatro em frente aos zagueiros e laterais, foram o suficiente para o time de Oswaldo de Oliveira ter mais presença no campo de ataque e chances de articular o lance do empate.

O contraponto foi o enorme espaço que o São Paulo ganhou para contra-atacar.

O clássico ficou aberto e arriscado para ambos.

O Peixe fez jogadas de linha de fundo e cruzamentos.

A dupla de zaga do São Paulo foi bem após o intervalo. Não repetiu as falhas.

Oswaldo mandou Alison descansar e Souza entrar aos 20 minutos.

Logo em seguida o volante perdeu a bola e no contra-ataque Pato perdeu a melhor oportunidade cara a cara com Aranha.

O goleiro foi um dos melhores em campo.

Aos 33, Oswaldo de Oliveira trocou o apagado Thiago Ribeiro por Patito.

O Peixe passou a jogar no 4-4-2, com Gabriel de centroavante, Rildo pelos ataque, e o argentino e Lucas Lima na meia.

Acertou o árbitro

Aos 39, Álvaro Pereira, que ganhou quase todas as divididas, inclusive algumas em que o lance favorecia o jogador do Santos, contagiou o time por causa da raça e só merecia elogios pela apresentação, tentou dar o carrinho na bola em disputa com Rildo, viu que não conseguiria tocar nela, recolheu a perna e atingiu o jogador santista com a coxa.

De fato o boleiro do Peixe adora cavar faltas e esperou o contato.

Mas realmente houve o choque por causa da imprudência do uruguaio e o árbitro acertou ao soprar o pênalti porque Rildo foi derrubado.

Gabriel deslocou Rogério Ceni na cobrança e igualou o resultado.

Tirou a camisa e com o dedo indicador fez o sinal de silêncio para a nação são-paulina durante a comemoração.

Levou o cartão amarelo e correu o risco de ser expulso, pois tanto o ato de tirar o manto sagrado quanto a provocação são passíveis de punição no futebol moderno.

Ganso, Denílson e Pato

O São Paulo foi para cima e conseguiu o gol da vitória no lance seguinte ao do empate.

Ganso tocou para Denílson, um dos melhores em campo, e o volante colocou Pato, em posição legal, novamente de frente para o Aranha.

O goleiro defendeu e, no rebote, Pato não perdoou.

O Santos foi ingênuo na jogada ao não pará-la antes de acontecer a troca de passes na frente da área e ao dar espaço ali.

Aos 45, Muricy tirou Kaká e colocou Hudson para garantir os três pontos que colocam seu time na vice-liderança do Brasileirão.

Justo

A arbitragem acertou no lance do pênalti e ao avaliar que Pato não estava impedido.

Cometeu apenas pequenos alguns poucos equívocos que não interferiram no andamento e resultado.

O resultado foi consequência apenas das ações dos atletas.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Álvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Hudson); Alexandre Pato e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

Santos – Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison (Souza) e Arouca; Gabriel, Lucas Lima eThiago Ribeiro (Patito); Leandro Damião (Rildo)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Carlos Augusto Nogueira Júnior
Público: 31.281 – Renda: R$ 955.453,00