Palmeiras, gigante, parabéns pelo século de vida! Torcedores declaram seu amor ao clube!

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Parabéns à nação palestrina pelo século de vida do gigante Palmeiras!

Hoje é dia de de relembrar apenas as glórias e alegrias!

De festejar e tentar entender como um time ficou tão grande!

É necessário relembrar os feitos, episódios e agruras para imaginar como a ideia de Luigi Cervo, Vincenzo Ragognetti,  Ezequiel Simone e Luigi Marzo, motivados pelas presenças do Pro Vercelli e do Torino, agremiações italianas, no Brasil, se transformou num clube gigante, vencedor e amado por milhões de pessoas.

Em uma parte fundamental da própria história da maior paixão nacional.

Convidei três amigos palmeirense para manifestarem a paixão pelo Alviverde aqui no blog.

Um deles ainda não enviou o texto, e talvez não consiga, porque bebeu muito na comemoração durante a madrugada e ficou meio perdido por conta do destrutivo exagero etílico e da festa junto com outros torcedores!!!

O Eduardo Baptistão, ilustrador de quem sou muito fá do trabalho, pois é genial, brilhante, talentosíssimo, cumpriu o combinado e me deu a honra de enviar o relato da relação pessoal com o Palmeiras, que passa pelo amor de filho para o pai, além de enviar o desenho de uma seleção dos melhores do clube e do seu ídolo de infância com quem o ensinou a amar o clube.

O Roberto Bovino eu convidei porque é torcedor fanático, do tipo que está sempre ao lado, seja na hora da crise ou fase vencedora.

De Eduardo Baptistão

Esta caricatura da seleção de todos os tempos foi  publicada na Revista Placar. Recomendo aos palmeirenses e torcedores apaixonados por futebol uma ida à banca para ver o trabalho da tradicional publicação.

Jorge Mendonça, o senhor Alceu e o amor incondicional!

Sou palmeirense por causa do meu pai. Devo isso a ele.

Pela admiração natural do filho pelo pai, sempre que alguém me perguntava qual o meu time, respondia de pronto: sou palmeirense, botafoguense e juventino.

Meu pai tinha afeição pelo Botafogo de Ribeirão Preto, por ser sua cidade natal, e pelo Juventus, por morar a vida inteira na Mooca.

E eu, automaticamente, assumia os três times.

Logo, porém, percebi que era só palmeirense.

E isso ficou plenamente demonstrado a partir da Copa do Mundo de 1978, quando me apaixonei pelo futebol.

Mais do que pelo Brasil, torci naquela Copa por dois jogadores: Leão e Jorge Mendonça, os dois palmeirenses da Seleção.

Quando a Copa acabou, meu pai me levou pela primeira vez ao estádio.

Era manhã de domingo, dia 2 de julho de 1978. Eu havia completado 12 anos dois dias antes.

Meu presente foi ver, no Pacaembu, o Palmeiras derrotar o América carioca por 3×0, dois gols do Toninho e um do Jorge Mendonça.

Essa manhã ficou marcada como o início da minha paixão pelo Palmeiras, que é incondicional e morrerá comigo.

E o símbolo do início dessa história é o meu primeiro grande ídolo no futebol: Jorge Mendonça.

Junto com ele, relembro aqui um ídolo ainda maior: meu pai Alceu, que me ensinou muitas coisa na vida.

Ser palmeirense é apenas uma delas.

Neste dia em que o alviverde completa cem anos me lembro muito do Seu Alceu, que presenciou muitas glórias do time, viveu a época áurea das academias, e que certamente não estaria feliz com a atual fase.

Mas o Palmeiras vai se reerguer, como o velho Palestra Itália hoje se reergue como o estádio mais bonito do Brasil.

E os meus filhos, que me herdaram o sangue verde mas ainda não conhecem o verdadeiro Palmeiras, vão finalmente entender a paixão e o orgulho do pai e do avô.

Declaração de amor ao Palmeiras

De Beto Bovino

Tinha 4 anos e já usava o seu manto.

Aprendi com você a ganhar, perder e a nunca apenas competir.

Aprendi com você desde pequeno a defender com unhas e dentes tudo que amo e acredito.

Você me fez admirar um bairro, um estádio, uma cor.

Você me fez ter uma doença incurável, a única que o doente jamais quer curar.

Aprendi com você que o mundo gira e cada tombo me faz mais forte.

Você me fez enxergar que existe o amor verdadeiro, sem nada em troca.

Você me apresentou as pessoas mais interessantes que conheci.

Você me deu amigos de fé que levarei até o fim.

Aprendi com você a jamais desistir e sempre fazer o impossível para sempre estar do seu lado.

Obrigado, meu Verdão!

Cem anos de Lutas de Glórias!