Zé Roberto,40, mantém forma com sono, comida e menos namoro

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Alimentação moderada, sono em dia e um pouco menos de “namoro”. Estes são três motivos que Zé Roberto aponta para justificar o bom preparo físico para voltar a jogar na lateral esquerda. Desde 1996, quando disputou as finais do Campeonato Brasileiro como meia armador na Portuguesa de Desportos, o jogador não voltava à posição original.

Zé tem 40 anos, completados no dia 6 de julho, um domingo no meio da Copa do Mundo. Ele participou de um jogo treino em Londrina e seguiu para São Paulo, onde ganhou bolo e presentes dos três filhos e da esposa Luciana. A distância da família, que não se mudou para Porto Alegre, faz com que o jogador more sozinho na capital gaúcha.

Desde que o técnico Luiz Felipe Scolari começou a trabalhar no Grêmio, Zé Roberto voltou para uma função que não exercia em clubes desde que foi contratado pelo Real Madrid em 1996. Na lateral, só mesmo em jogos da seleção. “Joguei de segundo e terceiro volante. Depois atuei como armador”, disse o jogador que foi contratado pelo time gaúcho para atuar no meio de campo.

O Grêmio é o 7º colocado do Campeonato Brasileiro e está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Neste torneio, disputado no sistema “mata mata” , o próximo adversário é o Santos, nesta quinta-feira na Vila Belmiro. Foi no Peixe que Zé Roberto atuou como armador, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.

No último domingo, na vitória sobre o Corinthians por 2 a 1, Zé correu o tempo todo. Ele garante que tem boa genética, se alimenta direito e dorme o suficiente. Com o adicional de menos oportunidade de ficar com Luciana, que cuida dos filhos Endrok (14), Miriã (11) e Isabelli (8).

Leia abaixo a conversa do Blog do Boleiro com Zé Roberto, que treinou nesta segunda à tarde.   

Blog do Boleiro – Depois de 18 anos, você voltou a jogar na lateral esquerda. Não estranhou não?
Zé Roberto –
Não. Costumo dizer que quem já andou de bicicleta nunca desaprende. Depois eu gosto porque é minha posição de origem. Hoje, com a experiência que adquiri, já dá para cortar caminhos no campo. Criei atalhos. Antes, quando era novo, só corria e não pensava. Agora penso mais. Acho que estou mais completo do que quando tinha 20 anos. Hoje, com minha genética, mesmo com esta idade continuou com dinâmica de jogo.

Quando o técnico Luiz Felipe Scolari o colocou na lateral, ele conversou com você?
O Felipão é um técnico experiente. Quando ele chegou no Grêmio analisou o elenco e já no primeiro treino me colocou na lateral. Depois conversou comigo e explicou que queria me escalar na posição. E perguntou se tinha algum problema e eu disse que não tinha problema não.

Você tem corrido os 90 minutos. Aos 40 anos, parece que você não cansa.
Você me conhece. Sempre me cuidei. Meu corpo é meu instrumento de trabalho. Se não cuidar dele, não poderia jogar em alto nível. Depois tem alguma coisa de DNA, sempre fui assim. E, coma  benção de Deus, não sofri nenhuma lesão grave nestes anos todos.

Você segue alguma dieta? O que você come?
Eu como de tudo. Agora, como moderadamente. E durmo bem. Acho importante. Eu durmo de sete a oito horas por dia. E tem uma coisa com a família que ajuda e que atrapalha um pouco.

Como assim?
Quando a gente retornou ao Brasil, no ano passado, minha família foi para São Paulo para que nossos filhos pudessem estudar numa escola bilíngue. Na Alemanha e mesmo no Catar, eles estudavam em escolas americanas. Então já estou no meu segundo ano morando sozinho aqui em Porto Alegre.

Muita solidão?
Minha esposa vem me visitar com frequência, mas não estou com a família. Por outro lado, com esta maratona de jogos e viagens nem daria para ficar com a família direito. Eu sou um cara muito família. Não ando namorando muito, o que é bom também, para a recuperação física.

Bom como? Menos sexo ajuda?
Gosto de namorar. Sinto muita falta. Mas acho até que ajuda na recuperação física depois dos jogos.

E o Grêmio melhorou como Scolari no comando?
O mais importante é que o Grêmio hoje tem um sistema de jogo e tem uma cara. Este é um passo fundamental na busca dos nossos objetivos. São dois: encostar no pelotão da frente e brigar pelo título na Copa do Brasil.

E o que você acha do Felipão?
Acho que ele aceitou dirigir o Grêmio para voltar a trabalhar logo. Ele está querendo, está querendo, tem trabalhado muito.