Cruzeiro transformou jogo contra o Santa Rita em treino com torcida; podia ter feito muito mais que cinco gols

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Cruzeiro 5×0 Santa Rita

A Raposa transformou em fato o ditado “jogo de um time só”.

Venceu por 5×0 e poderia ter feito o dobro de gols se decidisse acelerar o ritmo do confronto e estivesse com mais sorte.

Acertou as traves do goleiro Jeferson, o melhor do Santa Rita, também quatro vezes, além de perder várias chances.

Marcelo Oliveira posicionou o time no 4-2-3-1.

Alisson na direita, Dagoberto do outro lado, e Júlio Baptista formaram a linha de três.

O primeiro, revelado na base do clube, foi um dos destaques da goleada.

Ele e o lateral Mayke, ambos na direita, criaram mais chances que Samudio e Dagoberto, que executaram as mesmas funções na esquerda.

Ambos os laterais apoiaram o quanto quiseram.

O Santa Rita deixou, dependendo do momento, um ou dois jogadores adiantados e mostrou má qualidade nos passes.

Dedé e Manoel, zagueiros, e Henrique, o volante,  podiam cuidar deles tal qual o treinador provavelmente disse na preleção e o confronto mostrou.

Por isso, Lucas Silva, também volante, trabalhou muito mais na parte ofensiva.

Apareceu para tabelar com os meias, levantar a redonda na área e arriscar chutes de média distância.

Também foi um dos melhores da partida.

Com sete atletas ocupando o campo de ataque e usando quase sempre os lados do campo, a Raposa controlou as ações e explorou a enorme dificuldade, uma das maiores que vi nos últimos tempos, do adversário marcar os cruzamentos.

Antes do intervalo, balançou as redes três vezes assim com Marcelo Moreno, Dedé e Júlio Baptista, e perdeu oportunidades muito claras.

O período de descanso não mudou a cara do vareio.

Atordoados, os jogadores do Santa Rita sequer esboçaram qualquer tipo de crescimento.

Lucas Silva, de longe, chutou com liberdade, Jeferson rebateu e Marcelo Moreno, no rebote, aproveitou a inércia dos zagueiros e ampliou a vantagem aos 9 minutos.

O sistema ofensivo cruzeirense foi caindo de rendimento na medida em que Marcelo Oliveira fez as substituições.

Concordo com a decisão do comandante de alterar a equipe. Era o momento exato de dar chance para alguns reservas ganharem confiança.

Aos 14 minutos, Marlone entrou no lugar de Marcelo Moreno. O reserva atuou no centro da linha de três e Júlio Baptista, antes lá,  passou a atuar como centroavante.

Logo depois Neilton substituiu Alisson e se posicionou como o titular.

O lado direito do setor de criação cruzeirense caiu de rendimento com o ex-boleiro do Santos.

A última substituição aconteceu aos 28. Willian Farias ocupou a vaga de Lucas Silva.

A perda de força ofensiva não alterou o tamanho do controle da Raposa. Apenas a tornou menos perigosa.

Henrique, após o erro do lateral Edy, de fora da área fez o último gol aos 41 minutos.

O Cruzeiro está classificado.

Não adianta alguém lembrar, por exemplo, do que houve em América RN x Fluminense.

Aquilo foi exceção, a Raposa oscila menos que o Flu, vem jogando melhor que o Tricolor e enfrentará a agremiação inferior à equipe do Rio Grande do Norte.

Ficha do jogo

Cruzeiro – Fábio; Mayke, Manoel, Dedé e Samudio; Henrique e Lucas Silva (Willian Farias); Alisson (Neilton), Júlio Baptista e Dagoberto; Marcelo Moreno (Marlone)
Técnico: Marcelo Oliveira

Santa Rita – Jeferson; Edir, Junior Carvalho, Selmo Lima e Jeanderson; Adriano (Jefferson), Edson Magal (Gueba), Cristiano e Lucas Pereira (Gabriel); Rafael Silva e Reinaldo Alagoano
Técnico: Eduardo Neto

Árbitro: Ranilton Oliveira de Sousa
Assistentes: Thiago Gomes Brigido e Marcio Gleidson Correia Dias
Renda: R$ 501.895,00 – Público: 15.048 pagantes (16.474 presentes)