COPA DO BRASIL: SAÍMOS NA FRENTE

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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O Galo estreou na Copa do Brasil com mesma formação que vem atuando no Brasileirão, 4-2-3-1, mas com o quarteto ofensivo um pouco diferente. Dátolo não jogou centralizado, como de costume. Se posicionou um pouco mais pela esquerda, Maicosuel – apagado, mais uma vez – pela direita, Tardelli livre para armar o time e Jô um pouco mais fora da área. Teoricamente, as saídas do nosso camisa 7 abriria espaços para o trio se infiltrar na defesa paulista, só que na prática isso não aconteceu de forma equilibrada, uma vez que Maicosuel e Dátolo não aproveitavam os espaços. Com inteligência, Tardelli tentava aproveitar a situação e foi assim que chegou na cara do gol aos 11 minutos da primeira etapa, numa jogada de Jô pela direita, obrigado o goleiro Fábio – que  não estava de costas – a operar um pequeno milagre. Aliás, o goleiro palmeirense fechou o gol e evitou um balaio alvinegro na noite de ontem.

Gostei de ver Jô. Não que tenha feito uma excelente partida, mas finalmente entendeu que precisa dar um sangue a mais para ser titular desse time. A superioridade do Galo no primeiro tempo foi indiscutível e ainda perdemos mais uma grande chance com Botelho, num bate rebate dentro da área. Com toques rápidos na intermediária, o Atlético envolvia o porco. O gol de Victor não foi ameaçado, muito pela eficiência da marcação alvinegra: Rafael Carioca e Josué se saíram bem na parte defensiva, fazendo uma linha de dois marcadores à frente dos zagueiros. No entanto, ainda pecam na saída de bola, apesar de uma melhora nesse quesito com a entrada do Rafael. O primeiro tempo teria outra história, não fosse a noite iluminada de Fábio e a falta de pontaria de Henrique, atacante do Palmeiras, que desperdiçou um pênalti inventado pela arbitragem aos 43 minutos de jogo.

Na segunda etapa o Galo continuou pressionando com toques rápidos, com Tardelli comandando o time. Alex Silva e Pedro Botelho apareciam no ataque suportados pela cobertura do Josué. Léo Silva manteve sua segurança, junto com Jemerson. O primeiro gol do Atlético era questão de tempo e o Palmeiras estava mais perdido em campo do que cruzeirense com a nova pesquisa do Ibope. Gareca tentou congestionar o meio campo e colocou Cristaldo para puxar contra ataques nas costas de Alex Silva, sem sucesso.

Foi quando Levir se lembrou de Luan e resolveu arriscar: tirou um volante para meter o atacante, na tentativa de acelerar a ligação meio campo – ataque e a sorte lhe sorriu de novo. No primeiro lance: gol do Luan, num contra ataque rápido, com um belo cruzamento de Maicosuel. Essa opção de Levir pode ser útil, já que Luan tem fôlego e velocidade para atacar e recompor a marcação. Penso que Levir não efetiva Luan no time titular porque ele muda o jogo nos quesitos velocidade e entrega, características únicas no nosso elenco e que, em determinadas situações, podem ser mais importante do que a questão tática da equipe.

Depois do gol, ao invés de pressionar para ampliar o placar, o Galo recuou e só não levou o gol de empate graças a Victor.

A vitória foi importantíssima para o Galo, já que no jogo de volta teremos um desfalque gigantesco: Tardelli. Hoje nosso camisa 9 é meio time e era preciso conquistar um placar positivo fora de casa para ficarmos minimamente tranquilos na semana que vem. A esperança é que Marcos Rocha, Pierre e Donizete voltem ao time, já recuperados.

Que a massa invada a Arena do Horto na próxima quinta-feira. Dessa vez o preço dos ingressos não será desculpa.

Até a próxima!