Galo sofre para superar o goleiro Fábio, mas vence o mistão do Palmeiras no Pacaembu

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Palmeiras 0×1 Atlético MG

Palmeiras e o Atlético proporcionaram um jogo ruim aos quase 20 mil torcedores que foram ao Pacaembu.

O time de Gareca, com vários reservas, criou menos chances de gol que os titulares de Levir Culpi.

O Galo, mesmo sem mostrar bom futebol, não venceu por diferença maior porque o goleiro Fábio se apresentou em alto nível no primeiro tempo.

Luan balançou a rede logo após o treinador colocá-lo em campo.

O Atlético tomou a bola de Renato, que errou, e aproveitou o espaço deixado por Weldinho para contragolpear  de maneira correta e rápida.

A arbitragem falhou ao marcar o pênalti em Mazinho e quis ser mais justa que a justiça ao mandar Henrique repetir a cobrança.

De qualquer maneira, no fim das contas, não interferiu no placar.

Propostas e andamento

Gareca deixou de lado a obsessão pelo 4-4-2 e montou o Palmeiras com Mazinho na direita e Diogo na esquerda do ataque.

Os dois tinham que criar lances de perigo, fazer as tabelas com os laterais Weldinho e Victor Luís,  cada qual do seu respectivo lado, e recuar para ajudar os volantes Renato e Marcelo Oliveira na marcação.

Mendieta, centralizado, recebeu incumbência igual.

Eles falharam em suas missões.

Não conseguiram se aproximar do centroavante Henrique, apesar de o treinador pedir a presença de sete atletas no campo de ataque nos momentos em que o time conseguiu levar a bola para lá.

O sistema defensivo do Galo venceu o duelo contra eles.

O Atlético contou com Maicosuel, Datolo e Diego Tardelli executando funções idênticas ao trio de criação palmeirense.

Eles se movimentaram mais que os adversários.

Tardelli procurou espaços para articular lances de gol, encostou em Maicosuel na direita e abriu espaços para Datolo explorar.

Faltou Jô se mexer para ajudá-los.

O centroavante ficou na maior parte do tempo entre os zagueiros Lúcio e Victorino.

Tinha que permanecer lá quando os laterais avançavam e tentavam os cruzamentos.

Alex Silva, na direita, foi quem apoiou mais.

Mesmo assim, o jogo muito disputado no meio de campo e aparentemente equilibrado teve um time ameaçando sair na frente.

Fábio garante o empate no 1° tempo

O Galo começou com maior presença no campo de ataque.

Leonardo Silva, impedido, aos 5 minutos, aproveitou o cruzamento em cobrança de falta e fez o gol.

O auxiliar Rafael Alves sinalizou a irregularidade e o árbitro não validou a jogada.

O Palmeiras equilibrou as ações depois de cerca de 10 minutos, mas não ameaçou sair em vantagem.

Apenas os comandados de Levir Culpi criaram grandes chances.

Pararam nem Fábio, protagonista de três intervenções difíceis, por ordem, nas finalizações de Tardelli, Pedro Botelho e Jô.

A primeira pode ser considerada complicada, sensacional, espetacular.

Diego Tardelli, livre, na pequena área, recebeu o cruzamento da direita, por onde seu time encontrou mais facilidade para atacar, e viu o goleiro realizar a façanha de evitar o gol.

Erros do árbitro 

Jean Pierre Gonçalves Lima soprou o pênalti inexistente, aos 43 minutos, de Jemerson em Mazinho, e amarelou o atleticano.

Henrique cobrou no canto esquerdo, Victor caiu no direito e o responsável pelo cumprimento das regras mandou centroavante chutar de novo porque alguém invadiu a área.

Nem quero discutir se houve a irregularidade.

Acontece em quase todas cobranças de pênaltis e raramente mandam repeti-las.

Regras, vale ressaltar, são feitas para os limites da disputa dos jogos e competições serem iguais para todos os times.

A exceção cria injustas.

De qualquer maneira, o árbitro acabou mantendo as coisas como deveriam, pois Henrique chutou para fora o pênalti que não houve e o resultado acabou explicando os vários erros e poucos acertos dos boleiros na primeira parte do confronto.

Galo volta melhor

O Atlético voltou do intervalo atuando melhor que o Palmeiras.

Conseguiu permanecer no entorno da área em busca de espaços para criar a oportunidade de balançar a rede.

Na prática nada digno de ser destacado produziu.

Mudanças

Jô se machucou e André o substituiu aos 15 minutos.

Por opção de Gareca, logo em seguida Cristaldo ocupou a vaga do sumido Mazinho.

O treinador deslocou Diogo para a direita e mandou o argentino atuar na esquerda.

Aos 22, Levir trocou Rafael Carioca, parceiro de Josué na função de volante, e colocou o veloz Luan.

Queria otimizar o sistema ofensivo.

O técnico hermano, ao ver que a mexida nada ajudou, tirou Henrique, colocou Mouche na esquerda e adiantou Cristaldo.

Pretendia aumentar a movimentação na frente, pois a bola não chegou ao centroavante titular.

Gol no contra-ataque

Aos 25, o Galo fez o gol da vitória.

Renato perdeu a bola no meio de campo, os laterais palmeirenses estavam no ataque, e o Atlético aproveitou o espaço deixado por Weldinho para criar a jogada de gol.

Luan, que entrara há pouco, fez 1×0.

Improdutivos

Aos 35, Levir trocou Maicosuel por Marion para aumentar a velocidade no contra-ataque e usar o atleta descansado para ajudar o meio de campo a marcar, e Gareca, um minuto depois, colocou Felipe Menezes no lugar de Renato.

O atleticano conseguiu cumprir as determinações do treinador na parte defensiva.

O atleta do Palmeiras nada agregou.

Apenas em dois cruzamentos, os tradicionais chuveirinhos do tudo ou nada no fim, aproximaram o clube centenário do empate.

O Galo não aproveitou o enorme espaço que tinha para contra-atacar.

Ficha do jogo   

Palmeiras – Fábio; Weldinho, Lúcio, Victorino e Vitor Luis; Renato (Felipe Menezes) e Marcelo Oliveira: Mazinho (Cristaldo), Mendieta e Diogo, Henrique (Mouche)

Técnico: Ricardo Gareca

Atlético MG – Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Josué e Rafael Carioca (Luan); Maicosuel (Marion), Dátolo e Diego Tardelli; Jô (André)
Técnico: Levir Culpi

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e José Javel Silveira (RS)

Renda: R$ 406.837,50 – Público: 18.396