Abel não escuta a voz dos jogadores

Leia o post original por Pedro Ernesto

Abel Braga se faz de surdo. Parece fingir não escutar os apelos dos seus jogadores. Depois do Gre-Nal, em meio à euforia por mais uma vitória e quase dois anos sem perder para o rival, o chileno Aránguiz disse com clareza: prefere atuar de volante, de frente para o campo, com a visão limpa para se infiltrar e armar o jogo. Pois Abel insiste em mantê-lo na meia. O chileno, é visível, está desenxabido em campo. Depois, foi a vez de Rafael Moura reclamar da sua solidão. Diz que o esquema desfavorece o centroavante, que quase morre de inanição na área. Pois quarta-feira quem reclamou foi Wellington Paulista. Mesmo cuidadoso com as palavras, para não entrar em rota de colisão com o chefe, o centroavante fez coro a Rafael Moura. Amanhã, contra o Palmeiras, talvez seja o dia de Abelão rever seus conceitos e dar ouvidos aos seus jogadores.

 

Vai ferver

Domingo, entra em sua segunda fase o Gauchão de Várzea, promovido pela Fundergs. O campeonato é um dos maiores Brasil e envolve, desde a primeira fase, clubes das 497 cidades do Estado. Depois da disputa dos municipais, os campeões das suas cidades, mais os finalistas de 2013, começam a disputa da fase microrregional. São 58 equipes na luta pela taça. A rodada de abertura neste fim de semana terá 16 partidas. Nesta fase, os confrontos são eliminatórios e vão até 14 de setembro.

 

Lá também

Nem os históricos escapam. Ontem, o Boca anunciou a queda do técnico Carlos Bianchi. Para você ter uma ideia, Bianchi representa na Bombonera o mesmo que Felipão é para o Grêmio. Mas o “Virrey”, como é chamado pelos argentinos, sucumbiu à falta de resultados. Comandou o time em 74 partidas, venceu 26, empatou 22 e perdeu outras 26. Fez 79 gols e levou 88. Se na outra passagem conquistou dois Mundiais e três Libertadores e quatro Argentinos, agora passou em branco. Seu melhor resultado foi um vice – do River.

 

Outro caso

Mano Menezes é um grande técnico, comandou a Seleção Brasileira e ganhou títulos pelo Grêmio e pelo Corinthians. Mas não sei o que acontece em seus times. Primeiro, foi o meia Petros, que atingiu o árbitro pelas costas no clássico com o Santos, foi punido com 180 dias de suspensão e só está em ação devido ao efeito suspensivo. Quarta-feira, contra o Bragantino, foi a vez de Guerrero acertar o árbitro, também por trás, e derrubá-lo. Levará uma punição dura. Mano Menezes precisa acalmar seu vestiário e ensinar que o árbitro é a autoridade em campo.