Das antas, macacos, Aranha, zebras e outros animais

Leia o post original por Mauro Beting

Era para falar das zebras da Copa do Brasil e Sul-Americana. Se é que esse Ceará ganhar outra vez de outro time da Série A é surpresa – ainda mais quando é o Botafogo, que deve salário e bola como o Palmeiras agora não deve mais grana aos atletas, mas ainda mais futebol na grama…

Se é que o Bragantino ainda é surpresa depois de fazer o que fez contra o São Paulo (que perdeu para o Criciúma, pela Sul-Americana), e contra o Corinthians que se perde em reclamar e trombar tanto com a arbitragem – ainda que, desta vez, o choque de Guerrero nada tenha sido.

Se é que surpreende esse Inter que desembesta e depois empaca que só ele. Ou tantos eles que parecem que vão e não saem do lugar. Ou só se levantam mesmo para ver até onde para o Cruzeiro.

Mas as zebras e outros bichos saem da pauta quando irracionais (com todo respeito aos animais) imitam, xingam, fazem e são o diabo quando intolerantes.

Racistas.

Essa raça que a nossa raça não consegue extinguir em todos os campos.

Agora foi na Arena do Grêmio, onde o bravo Aranha foi vítima de racismo, e o Santos ganhou bonito em uma noite com gente que fez feio. A imagem é tão clara quanto a infeliz que não gosta de gente de pele negra.

Não é “coisa de jogo”. Não tem jogo com esse tipo de coisa.

É preciso que se prenda e que se puna. E que as pessoas tenham a coragem de Aranha para enfrentar a questão.

Está sendo preciso que os tribunais do esporte também usem e abusem para evitar abusos.

A Inglaterra também conseguiu conter os incontroláveis hooligans quando deu um basta aos cânticos bestas. Quando foi intolerante contra qualquer manifestação desumana.

É necessário ter vontade política para começar a punir torcedores e, se for o caso, clubes por racismo.

Ninguém gosta de mais gente mexendo na tabela ou nos mandos de campo.

Mas desmandos dessa falta de ordem precisam ser duramente combatidos.

Não quero aqui punição ao Grêmio, que prontamente se manifestou e ainda mais prontamente quer pegar quem precisa pagar pelo crime que não tem preço.

Mas um pacto entre clubes do bem, todos eles, ajuda a conter essa onda suja que empesteia arquibancadas.

Muita gente boa do esporte e da vida está se manifestando contra quem não sabe viver em sociedade.

A sociedade precisa se mexer.

É o jeito de tentar conter o mal que se alastra.