A polêmica do caso de racismo com Aranha

Leia o post original por Pedro Ernesto

 Lauro Alves / Agência RBS

Lauro Alves / Agência RBS

A última sexta-feira foi um dia nervoso. As questões do racismo foram amplamente debatidas. Aranha foi na delegacia prestar queixa, as imagens foram amplamente divulgadas, todo mundo deu opinião. O presidente Fábio Koff prestou longo esclarecimento, deixando claro que o clube não aceita atos de racismo. Ainda deixou clara a proibição de alguns torcedores de frequentarem a Arena, e sócios serão eliminados.

O árbitro Wilton Sampaio fez um adendo na súmula, focando a queixa do goleiro Aranha. A empresa que emprega aquela moça flagrada pelas câmeras da ESPN soletrando furiosamente a palavra macaco, logo a demitiu. Os gremistas de bom senso – felizmente quase a totalidade – repudiaram estes atos que descolorem o futebol. Paulo Schmidt, procurador do STJD, já prometeu denúncia do clube.

Destilando ódio
Mas teve ainda a entrevista de Abel Braga, destilando ódio contra o comentarista Wianey Carlet e o repórter Leandro Behs. O Wianey, porque o criticou. Talvez Abel quisesse ser elogiado por ter perdido três partidas, por seu time não marcar gols nos últimos seis jogos e ainda estar fora da Copa do Brasil e quase fora da Sul Americana. Os treinadores, por vezes, se acham acima do bem e do mal.

“Esclerosado” foi o termo usado por Abel para definir o comentarista. Errado. Ele somente evidenciou em seus comentários que Abel está promovendo alguns vexames . Quanto ao Behs, fez referência a uma notícia de que o técnico tratava com a oposição sua permanência. Mesmo admitindo que a informação esteja errada não é motivo para tanta fúria.

Doze desfalques
O Palmeiras completo já não é grande coisa. Para o jogo deste sábado, o técnico argentino Gareca tem 12 desfalques, entre lesões e suspenções, muitos dos quais titulares. Dificilmente, o Inter vai pegar daqui pra frente uma galinha morta como esta. Só falta não aproveitar, como não aproveitou no meio da semana, quando enfrentou, dentro do Beira Rio, o time misto do Bahia. O Inter deve e precisa jogar mais.

Retomada
Só um milagre salva o Grêmio da eliminação precoce na Copa do Brasil. Um ataque que em 17 partidas marcou apenas 15 gols poderá fazer três gols num só jogo? E ainda na Vila Belmiro? Por isso, o jogo contra o Bahia cresce em importância. Felipão ainda não achou um time. Só garra e força não são suficientes. Cabe ao treinador achar os 11 que ele considera como os melhores e repetir o time.

DEMMMMAAAIIISSS
Gosto muito do tratamento que a direção do Grêmio dá para as torcidas organizadas. Não tem sala, não tem ingressos, não tem passagens de ônibus. Eles têm os mesmos direitos de todos os torcedores. Isto leva os grupos a enfrentarem a direção. Fábio Koff já recebeu palavrões nos jogos, dirigentes já foram insultados e ameaçados. Mesmo assim, a direção do Grêmio não quis negociação. Entra ano e sai ano e o que se vê é que torcedores organizados produzem muito mais problemas do que soluções.

De menos
As atitudes racistas nos estádios de futebol estão muito relacionadas ao fato de que os torcedores se perdem na multidão e, dificilmente, conseguem ser localizados. Desta vez, porém, as câmeras puderam flagrar indivíduos cometendo o desatino do racismo. O que se espera, agora, é que a lei seja cumprida. Que a impunidade não prevaleça. Existem rostos identificados, e a policia tem condições de estabelecer responsabilidades.