São Paulo criou chances para vencer, mas parou em Tiago Volpi; atuação do goleiro foi espetacular e a arbitragem confusa

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Figueirense 1×1 São Paulo

Muricy mudou o esquema tático do São Paulo por causa dos desfalques.

O time teve bom volume de jogo ofensivo no primeiro tempo, apesar doutra fraca apresentação de Ademílson,  mas parou na excelente apresentação de Tiago Volpi.

O goleiro jogou muito!

Fez duas defesas sensacionais, além de outras difíceis, e acabou como o melhor em campo.

O time de Argel só conseguiu pressionar nos começos de ambos os tempos do confronto, mas isso bastou para fazer o gol.

O restante do confronto teve momentos de equilíbrio e de superioridade do adversário.

Osvaldo foi o melhor do São Paulo.

Sofreu o pênalti, venceu duelos individuais, deu linda assistência para Kaká perder o gol e ainda ajudou na marcação.

A arbitragem foi ruim, polêmica, e com critério dúbio.

Mas acertou ao soprar a única penalidade dos 90 minutos e na expulsão de Michel Bastos

Tática e estratégia

Argel escalou o Figueirense no 4-4-2.

Cleiton, do lado direito, e Marcão, o centroavante, formaram a dupla do ataque.

No meio de campo, Giovanni foi quem teve mais liberdade de se aproximar dos companheiros à sua frente.

Paulo Roberto, Dener e Marco Antônio foram os volantes.

O último jogou na direita e se transformou em meia nos momentos em que o Figueirense teve a posse bola no campo de ataque.

Os laterais Leandro e Roberto Cereceda costumam apoiar, mas pouco conseguiram ajudar o sistema ofensivo.

Muricy mudou o esquema tático dos jogos anteriores.

Ao invés do 4-4-2 com Ganso, suspenso, e Kaká, pelos lados no meio de campo, posicionados na mesma linha dos volantes na hora da marcação, e formando o quadrado na hora da criação com Souza e Denílson na criação, voltou ao 4-2-3-1.

Colocou Ademilson e Osvaldo pelos lados do trio e pediu para marcarem os laterais do Figueira.

Também tinham que atuar na meia, abertos, com Kaká entre eles, adiantados, como atacantes.

Muricy optou por Michel Bastos na lateral-esquerda na vaga de Álvaro Pereira.

Alan Kardec foi o centroavante.

Ambos os times tentaram pressionar a saída de jogo do adversário.

O sucesso na empreitada definiu os períodos de superioridade das equipes, um muito maior que o da outra, no 1° tempo.

São Paulo joga melhor

O Figueirense mandou no começo do confronto.

Acertou a marcação na saída de jogo, ganhou a disputa no meio de campo e durante alguns minutos, menos que dez, ameaçou sair em vantagem.

Pecou na má qualidade das finalizações e do último passe.

Rogério Ceni trabalhou, mas não precisou fazer nenhuma defesa sensacional.

O restante do jogo, até o período de descanso, teve o São Paulo, superior, com iniciativa de atacar e muito mais posse de bola ofensiva, e o Figueirense dependente dos contra-ataques.

Káka e Osvaldo  se destacam

As movimentações de Osvaldo e Kaká deram muito trabalho ao sistema defensivo do Figueirense.

O atacante também abriu espaços apostando nos dribles.

Do quarteto de frente do time de Muricy, Ademílson, como acontece na maioria das vezes, foi o pior.

Se não cumprisse a obrigação na parte defensiva, a presença dele em campo teria sido útil apenas ao Figueirense.

Isso não impediu os comandos de Muricy de pressionarem e criarem duas excelentes chances.

Uma com assistência de Kaká para Alan Kardec finalizar como era necessário dentro da área e Tiago Volpi fechar o ângulo de maneira perfeita.

Outro no lindo passe de Osvaldo, que desmontou a marcação do Figueirnse, e colocou Kaká de frente para Tiago Volpi e com tempo para escolher onde queria chutar.

O goleiro do Figueirense, apesar da desvantagem no lance, conseguiu tocar na bola e impedir o gol.

O São Paulo teve outras outra oportunidades, como no cruzamento de Michel Bastos para Osvaldo e no arremate perigoso de Tolói, mas foi ao vestiário ‘zerado’ no placar.

Repetiu, mas com sucesso

O Figueirense começou o segundo tempo como no anterior.

As únicas mudanças foram a entrada de de Nirley no lugar do zagueiro Thiago Heleno, o que nada alterou na configuração coletiva do time, e a troca de lado do atacante Clayton.

Na esquerda, ele deitou e rolou por alguns minutos e o Figueirense voltou a mandar no jogo.

Clayton viu Giovanni Augusto, aos 2, entrando na área livre e tocou para o companheiro balançar a rede.

Tiago Volpi salva de novo

O São Paulo retomou o controle do confronto e o Figueira voltou a depender dos cruzamentos e contra-araques.

Aos 10, Tiago Volpi fez outra defesa espetacular no cabeceio de Alan Kardec.

Depois de conseguir tocar na bola e viu ela bater no travessão.

Osvaldo sofre o pênalti

O Figueirense marcou melhor que no 1° tempo e foi mais perigoso nas suas poucas investidas no ataque.

Apesar da constante presença no campo de ataque, o São Paulo não criou chances claras.

Aos 26, Muricy substituiu Ademílson, de longe o pior do time no jogo, por Reinaldo.

Michel Bastos passou a atuar do lado esquerdo da linha de três e Osvaldo foi para a direita.

Aos 30, Osvaldo ganhou na velocidade do volante Paulo Roberto e sofreu o pênalti.

Rogério Ceni empatou o confronto.

Fraca arbitragem

Paulo Roberto chegou atrasado no lance em que fez o pênalti.

O critério da arbitragem nacional determina que o escolhido pelo respeito às regras do futebol dê o cartão amarelo em lances assim.

Eu discordo do critério, mas se fosse respeitado o volante teria sido expulso, pois estava amarelado.

Wilson Pereira Sampaio que adotou o estilo nacional de apitar ao dar faltas em carrinhos na bola e soprar algumas inexistentes, decidiu abandoná-lo nos lances dentro da área.

Por isso não deu o pênalti em Alan Kardec, puxado na área, aos 15 minutos do 1° tempo.

Foi o típico pênalti brasileiro com o qual eu, repito, não concordo, mas que se marca toda hora nos estaduais, Copa do Brasil e Brasileirão.

Se a regra do futebol no estilo Big Brother é assim, eu não gosto, deve ser respeitada.

A arbitragem acertou ao expulsar Michel Bastos, aos 41 minutos, por acertar o rosto de Leandro, com o pé, após ambos caírem.

Aprovei a decisão do árbitro porque fiquei com impressão que o experiente jogador agediu de propósito o adversário.

Antes,  Marcão, aos 32, e Clayton, aos 35, saíram para as respectivas entradas de Everaldo e Pablo.

Apenas depois de ficar com um atleta a mais em campo voltou a tomar a iniciativa de atacar.

Boschilla substituiu Kaká, nervoso com a arbitragem e punido por reclamação, nos acréscimos.

Ficha do jogo

Figueirense – Tiago Volpi; Leandro Silva, Thiago Heleno (Nirley), Marquinhos e Cereceda; Paulo Roberto, Dener, Marco Antonio e Giovanni Augusto; Clayton (Pablo) e Marcão (Everaldo)
Técnico: Argel Fucks.

São Paulo – Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza; Ademilson (Reinaldo), Kaká (Boschilia) e Osvaldo; Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Assistentes: Fabricio Valarinho da Silva e Bruno Boschilia
Público e renda: não divulgados