Chefe do apito em São Paulo descarta complô contra Corinthians

Leia o post original por blogdoboleiro

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, diz que vai conversar com a direção da CBF. O técnico Mano Menezes vem falando, antes e depois dos últimos quatro jogos, que o time vem sendo prejudicado pelo apito. Nos últimos três confrontos pelo Brasileiro e Copa do Brasil, dois jogadores foram expulsos (Guerrero e Ferrugem), e vários receberam cartão amarelo. A equipe alvinegra anda nervosa.

Tudo por causa da arbitragem. Há quase um consenso dentro do Corinthians de que os árbitros estão errando contra a equipe e isso parece orquestrado.

“Está ficando muito estranha a quantidade de erros em desfavor do Corinthians. Vou falar com o Marin [presidente da CBF], com Marco Polo [presidente eleito da CBF], com o presidente da comissão de arbitragem. Assim fica difícil seguir na competição. A torcida do Corinthians, desde o Amarilla, não se manifesta como se manifestou aqui na Arena", disse Gobbi à Rádio Globo.

Há um fato que mostra o receio que Mano Menezes tem dos juízes e a desconfiança que o treinador tem: os erros contra os corintianos seriam fruto de uma ação corporativa dos homens do apito. Mesmo com o benefício do efeito suspensivo, o volante Petros permanece na reserva do Corinthians.

No clássico contra o Santos, o jogador o juiz Raphael Klaus com um safanão. Petros alega que não quis agredir o árbitro e que o encontrão foi um acidente. O STJD julgou e puniu o atleta com 180 dias de suspensão. O Corinthians recorreu e o caso vai plara o tribunal pleno. Até lá, ele poderia jogar porque tem em seu favor um efeito suspensivo.

Mas Mano não o colocou em campo para jogar, embora tenha levado Petros para o banco de reservas.

Esta possibilidade de um “complô” dos árbitros contra o Corinthians, é negada veementemente pelo coronel Marcos Marinho, presidente da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

“Este tipo de ação não existe. Os árbitros hoje estão preocupados em trabalharem bem em seus jogos. Estou aqui na FPF há alguns anos e nunca vi qualquer tipo de corporativismo”, disse ao Blog do Boleiro. Ele acha que a concorrência e a vigilância das comissões de arbitragem da CBF e da FPF impedem qualquer movimento contra alvos (times) específicos.

Com os recursos de vídeo, fica impossível uma ação orquestrada. O nível hoje de preparação dos árbitros é muito alto. Cada um corre para fazer o seu melhor porque é avaliado a cada partida. Além disso, num torneio como o Campeonato Brasileiro, fica quase impossível a troca de informações entre os juízes. São cerca de 40 árbitros de mais de 20 estados diferentes.

Marinho acha que Mano Menezes anda exagerando e poderia “pilhar” os atletas que se tornaram mais reclamões em campo. Não é o que Gobbi disse depois do empate com a Fluminense (1 a 1). “Eu e o Mano tentamos segurar os atletas, mas eles estão revoltados”.

No jogo deste domingo, a principal reclamação foi um pênalti do goleiro Kléver em Luciano. Por outro lado, o juiz catarinense Paulo Henrique Godoy Bezerra confirmou um impedimento do zagueiro Henrique que marcou um gol de cabeça quando o Flu já vencia por 1 a 0. O jogador tinha condições e o lance foi parado erradamente.

Técnicos como Vanderlei Luxemburgo e mesmo Luiz Felipe Scolari já utilizaram o estratagema de levantar suspeita sobre a arbitragem. Assim poderiam colocar os juízes sob pressão sempre que apitavam algo contra as equipes que eles estiverem dirigindo. Mano nega estar fazendo isso. Ele realmente acha que "está diferente".