Palmeiras, um brinquedo descartável

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras e quem está no futebol dele parecem brinquedos de criança mimada. Na hora em que recebe a novidade, vira, revira, mexe como bem entende. Quando se cansa, encosta, quebra, troca. Enfim, muda de o foco do interesse e parte para outra distração.

A direção atual chegou á conclusão, nos primeiros meses do ano, que não era mais o momento de Gilson Kleina. Já havia tentado rifar o treinador no final da temporada de 2013. Fuçou aqui e ali, não encontrou alternativa e ficou com ele mesmo, até com proposta de redução de salário. Gilson topou e caiu depois do Paulistão.

Daí, passa um tempo e se tira da manga Ricardo Gareca. O nome do argentino apareceu como o adequado para o time pelo retrospecto no Velez Sarsfield. Além disso, era tentativa de sair do lugar-comum e ver o que aconteceria com um gringo no comando. Muito bem, mas de fato se sabia como trabalha Gareca e o que traria de proposta diferente? Ou foi capricho apenas?

Gareca desembarca, passa 40 dias em preparação com o grupo, durante a disputa do Mundial, indica jogadores argentinos. Alguns chegam, outros ficam só na sondagem. Volta o Brasileiro, os resultados não aparecem, a equipe despenca no Brasileiro, está perto da eliminação na Copa do Brasil e… E a diretoria resolve que chegou ao fim da linha a experiência.

O brinquedo vindo de fora não era tudo aquilo que se imaginava. Então, a saída foi descartá-lo. Mas isso custará dinheiro, o estrago foi feito (a luta contra o rebaixamento será duro, senão inglória), o elenco está recheado de atletas do Mercosul e não se sabe o que será deles, a depender do comandante chamado para apagar incêndio. E há o ônus de quem foi procurá-lo. Ou não é assim que funciona?

Como o calo aperta, fala-se em nome de peso? Tite, por exemplo? Não. Em Dorival Júnior, com currículo modesto, mas, ao que parece, o nome disponível. Parte-se para nova aventura, com três meses e uma semana ainda de calendário futebolístico.

E assim o Palmeiras, que tem diretor disto e daquilo, CEO para o futebol, tem um monte de jogadores, não tem equipe e pode festejar casa nova e centenário na Série B em 2015. Divisão, aliás, da qual vem se tornando frequentador assíduo. Gostou de lá.

Mas os donos do brinquedo perguntaram o que a torcida quer? Pra piorar, a política interna copia a nacional: um candidato menos convincente do que outro. Na base do deus-me-livre.