O desequilíbrio dos Rodrigos

Leia o post original por Bruno Maia

NOTA: Muita gente se queixa da frequência das atualizações dos posts e da aprovação dos comentários aqui do blog. Na maioria das vezes, isso está ligado ao tempo que tenho e dos assuntos que sinto que tenho o que falar. Se não tenho o que falar, não escrevo. Mas não é o caso. Ontem foi mais um dia ridículo. Tinha muito o que dizer. Infelizmente, o meu acesso ao blog estava fora do ar por questões técnicas da Globo.com. Levou mais de 40 horas para normalizar. Fica aí o pedido de desculpas por esse momento, apesar da responsa não ter sido minha.

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A verdade é que a gente se deu bem. Perder para o ABC, no cenário atual, foi menos mal do que seria tomar uma cacetada e ser atropelado estilo Brasil x Alemanha, contra o Cruzeiro. Era capaz de o Dedé ter que pedir pra não jogar de novo. Por isso, o pior do dia ontem foi o ridículo refugo de Enderson Moreira. A culpa não é dele, que deve ter seus valores profissionais e éticos para conduzir suas negociações. O pior mesmo é Rodrigo Caetano, de novo. Ele, que deve estar contando as horas para voltar pras Laranjeiras, deu uma entrevista para o Redação Sportv dizendo que estava praticamente acertado. De noite, fez um mea-culpa, botando a culpa no treinador, e insinuando que ele teria usado isso para sua fortalecer sua negociação.

Na Arena das Dunas, Jorge Luiz continuou nos passos de Adílson Batista e suas invencionices. Voltou Diego Renan para a lateral-direita e Marlon na esquerda. Admito que achei que isso podia funcionar. Mas a desorganização do time fez com que, no primeiro gol, Montoya ainda fosse o responsável pela marcação de Madson, o lateral do ABC, que caiu como ponta nas costas da nossa defesa. A expulsão de Douglas acabou sendo boa, pois obrigou Jorge Luiz a mexer e colocar Maxi Rodriguez. Tirar Dakson, naquele momento, foi uma estupidez. O time precisava de dois gols e começava a ganhar volume no ataque. Era hora de apertar. Acabou dando certo, já que Maxi entrou muito bem e rapidamente achou um gol. O moleque entrou com o sangue nos olhos que tem faltado ao time. Especialmente a Douglas, já que estamos falando daquela posição ali. O sangue nos olhos para recuperar o resultado e o moral do time não tem nada a ver, de novo, com o que Rodrigo, metido a xerifão fez. Pegou duas faltas pra bater, confundindo confiança com marra. Bateu mal as duas, deixou o time mais nervoso a cada grito que dava e chegou a brigar com o goleiro reserva Jordi, porque estava trocando a camisa com o goleiro rival.

Nervosismo não é raça. Confiança não é marra. Baixar a bola um pouquinho, correr atrás da bola e puxar os outros pra cima, como fez Maxí Rodriguez. Isso vale tanto para um Rodrigo, o zagueiro, quanto para o outro, Caetano, o “executivo”.