Escolhas de Mano foram fundamentais para o Corinthians ‘sobrar’ contra o Bragantino; Renato Augusto se destacou

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Corinthians 3×1 Bragantino

O Corinthians começou o jogo dando um vareio.

Precisou apenas de 19 minutos para balançar as redes três vezes.

Mano escalou o sistema ofensivo de muita movimentação, escalou Renato Augusto e tirou Jadson.

As idéias do treinador foram fundamentais para a vitória tranquila.

Renato Augusto, por exemplo, participou de todos os gols e deve ser considerado o melhor do confronto.

O comandante mudou o esquema tático quando colocou Jadson no lugar de Romero, o mais apagado dos atacantes.

Creio que o comandante irá repetir o esquema tático no qual abre mão do centroavante fixo.

É uma interessante alternativa para os confrontos em que Guerrero não puder atuar ou quando Mano quiser mudar o jeito do sistema ofensivo jogar durante os confrontos.

Baile

Mano Menezes esperou o time de PC Gusmão fechado, congestionando a entrada da grande área, apostando nos contra-ataques, faltas e escanteios.

O treinador, como antídoto, escalou atletas de velocidade pelos lados e posicionou a equipe no 4-3-3 para, como se diz no futebolês, ‘ alargar o campo’ e forçar o sistema defensivo do Bragantino a abrir espaços.

Outra escolha do técnico foi Renato Augusto entre os titulares e Jadson na reserva.

O comandante acertou em cheio.

Luciano, Romero e Romarinho se revezaram nas pontas e função de falso centroavante.

A movimentação deles dificultou o trabalho do sistema defensivo do adversário.

Renato Augusto repetiu as primeiras apresentações com a camisa corintiana, quando ganhou aplausos da nação alvinegra.

O Corinthians deu um baile no Bragantino nos trinta minutos iniciais.

Atacando pelos lados, principalmente no direito, rapidamente fez 3 gols após cruzamentos na área.

O primeiro em jogada de Romarinho, que teve Renato Augusto finalizando com muita qualidade.

E os dois seguintes em cobranças de escanteios de Renato Augusto, um de Ralf e outro de Felipe, ambos com finalizações de cabeça perfeitas após equívocos respectivamente de Geandro e Leonardo, tudo isso em 19 minutos.

Quase ampliou, pouco depois, na jogada mais bonita do confronto encerrada com a chute de Romarinho na área.

Diminuiu a intensidade

O Corinthians diminuiu o ritmo mais ou menos após meia-hora de jogo.

Parou de pressionar a saída de jogo do Bragantino, algo normal porque os atletas nem aguentam manter aquela intensidade o tempo todo.

PC Gusmão pediu para os laterais Samuel e Bruno Recife avançarem e queria atacar pelos lados, provavelmente porque a zaga corintiana tem errado na marcação dos cruzamentos e estava desfalcado de Gil.

Mas o sistema defensivo do Corinthians conseguiu manter os rivais longe do gol de Cássio.

Deixou apenas uma pequena brecha para os chutes de longe.

O volante Geandro foi quem arriscou mais vezes.

Faltou contra-atacar   

O Bragantino voltou do período de descanso com Leo Jaime no lugar de Luisinho.

PC Gusmão mexeu no ataque para tentar dar vida ao sistema ofensivo.

O volume de jogo no campo de ataque aumentou, mas principalmente porque o Alvinegro não repetiu a postura e o posicionamento que utilizou no 1° tempo.

O 4-3-3- virou 4-2-3-1 com Romarinho na direita, Luciano na esquerda e Renato Augusto entre eles na linha de três, e Romero como falso centroavante.

Marcando mais atrás, atraiu o Braga e teve muito espaço para contragolpéar.

Não os aproveitou em nenhum momento.

O Bragantino também não pressionou. Ficou trocando passes a uma distância de cerca de 15 ou 20 metros da linha da grande área e não evoluiu dali em diante.

Precisou arriscar cruzamentos, chutes de longa distância e lançamentos para quem estava na área.

Uma vez criou a chance clara, mas a arbitragem deu impedimento inexistente ( o lance foi difícil para o auxiliar ) do centroavante Lincom, que chutou em gol e Cassio defendeu.

Os técnicos tentaram

Aos 22, Romero saiu e Jadson entrou.

O Corinthians passou a atuar no 4-4-2 com variação para o 4-5-1 quando um dos atacantes ajudaram o meio de campo na marcação.

Não foi uma alteração para tornar o time mais defensivo.

Sempre havia alguém, na maioria das vezes o Romarinho, mais adiantado para os contragolpes.

Com o meia que toca a bola, aumentou a chance de ficar mais tempo com ela ou acertar o lançamento longo para o atleta rápido contra-atacar.

PC Gusmão, pouco antes, trocou Lincom por Mota.

Aos 25, Petros ocupou o lugar de Bruno Henrique.

O reserva fez a função de segundo volante, tal qual Elias costuma realizar, não a de terceiro homem no meio de campo na esquerda como estava acostumado antes do episódio da suposta agressão ao árbitro no clássico diante do Santos.

Aos 32, Mano mandou Renato Augusto descansar e Danilo entrar.

O titular não contribuía mais para os contra-ataques, única opção ofensiva corintiana após o intervalo, e de vez em quando cometeu pequenos erros no posicionamento defensivo.

Com o veterano, Luciano e Romarinho, os mais rápidos, podiam esperar os lançamentos se o posicionamento fosse o 4-4-2. No 4-5-1 Luciano recuou e cooperou com a proteção aos zagueiros laterais.

As trocas pautadas na lógica foram improdutivas por causa do jogadores, não do treinador.

Do jeito óbvio

O Bragantino diminuiu a vantagem no placar por causa do gol do Guilherme.

Ninguém marcou o zagueiro após o cruzamento feito em cobrança de falta.

Livre, cabeceou no canto.

O Corinthians precisa voltar a marcar direito nesses lances.

Tem sido o ponto mais vulnerável do sistema defensivo que costuma atuar bem.

Neste jogo, por exemplo, foi consistentes quase o tempo todo.

Mereceu a classificação

A arbitragem não interferiu no resultado.

O Corinthians ganhou por méritos e fez jus à vaga nas quartas-de-final.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique (Petros) e Renato Augusto (Danilo); Ángel Romero (Jadson), Luciano e Romarinho
Técnico: Mano Menezes

Bragantino – Marcelo; Samuel, Leonardo, Guilherme e Bruno Recife; Geandro, Marcos Paulo (Romário), Sandro e Luisinho (Léo Jaime); Cesinha e Lincom (Mota)
Técnico: PC Gusmão

Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo