Conselheiro do Palmeiras foi dominado por torcedores sob ameaça de facada

Leia o post original por Perrone

Os atos hostis de torcedores do Palmeiras contra conselheiros na última segunda-feira incluíram até a invasão ao carro de um dos cartolas, que ficou nas mãos de vândalos por cerca de cinco minutos sob a ameaça de levar facadas.

As cenas mais dramáticas que antecederam reunião do Conselho Deliberativo foram vividas por Lennon Pescarmona, conselheiro e filho de Wlademir Pescarmona, candidato de oposição à presidência do clube.

“Enquanto esperava o portão abrir, os torcedores começaram a cercar o carro, eram mais de 20. Abri o vidro para falar com eles, mas nesse momento um gordinho tentou abrir a porta do lado do passageiro. Ela não estava trancada, ele entrou e sentou do meu lado. Outro ficou no banco de trás. Eles diziam que estavam armados com uma faca e queriam entrar no clube para bater no Paulo Nobre”, disse Lennon ao blog.

Na tentativa de acalmar os invasores, o conselheiro afirma ter contado que é filho de Pescarmona. “Não adiantou. Eles falaram que são todos ladrões e queriam ver meu RG, mas não mostrei.”

Pelo relato, ele desceu do carro, já dentro do clube, com um dos torcedores encostando nele, como se tivesse uma faca por baixo da camiseta. “Chegando no local em que os seguranças estavam, passei, e eles ficaram lá batendo boca. Acabaram não entrando”, completou Lennon.

Arnaldo Tirone, ex-presidente do Palmeiras, também passou por momentos de tensão. “Na chegada, eram vinte e poucos torcedores com camisa do Palmeiras, não reparei se eram da  Mancha ou não. Cercaram o carro, ficaram xingando, dando tapas no vidro, na lataria. Não sei se a lata do meu carro é forte, mas não amassou, só ficaram as marcas de mãos.

Os conselheiros contam também que alguns tinham deixado seus veículos no shopping perto do clube e chegaram a ser agredidos por torcedores na saída da reunião, acusados também de levar deles um kit recebido durante a reunião. A sacola tinha uma comenda em homenagem ao centenário do clube, uma camisa do Palmeiras com o nome do conselheiro nas costas e um livro.

Durante a reunião, foi aprovada a forma de pagamento dos cerca de R$ 100 milhões que o clube deve a seu presidente. Decisivo para a aprovação foi o discurso de Mustafá Contursi, que disse votarm “com coragem e sentimento” pelo “sim”.