Mano aposta no contra-ataque e Corinthians derrota o Galo na Arena de Itaquera; time de Levir foi burocrático

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Corinthians 1×0 Atlético MG

Mano desconsiderou o fato de seu time atuar dentro de casa.

Preparou o Corinthians para marcar e contra-atacar.

Levir também não levou em conta a má campanha do Galo fora de Belo Horizonte.

Tentou jogar no campo de ataque.

A proposta do Atlético, a mais ofensiva, acabou sendo ineficaz seus jogadores erraram vários passes tolos e o sistema defensivo do adversário se apresentou a contento.

O Corinthians criou mais chances de gols que o Galo aproveitando a velocidade de Renato Augusto, Romero e Luciano.

Nas substituições, Mano também levou a melhor contra Levir Culpi.

Contragolpe x ataque

O Corinthians jogou do primeiro ao último minuto no contragolpe.

Iniciou a marcação na linha que divide o gramado para congestionar o campo de defesa, atrair o Atlético e apostar nos lances de velocidade com Romero e Luciano, os atacantes, e Renato Augusto, o meia.

Na parte ofensiva, o time atuou no 4-4-2 e na defensiva no 4-5-1.

A diferença foi o recuo de Luciano, na direita, para ajudar o meio de campo formado por Ralf, Elias, Renato Augusto e Petros a recuperar a bola.

O Galo teve liberdade para trocar passes até o meio de campo.

Levir optou pelo 4-2-3-1 com Luan e Carlos dos lados da linha de três, e Tardelli entre eles, se movimentando para criar os lances de gol.

Os laterais Marcos Rocha e Emerson Conceição avançaram porque Jò, o centroavante, é alto e o adversário tinha sofrido gols recentemente nos cruzamentos.

O Atlético marcou a saída de jogo.

Propôs o jogo, tal qual se diz no futebolês, mais posse de bola e presença no campo de ataque.

A proposta menos ousada foi a mais eficaz no 1° tempo.

Na prática

O Atlético adiantou todo seu time.

Os laterais e zagueiros marcaram fora da área do goleiro Victor.

Mano percebeu e pediu aos seus comandados para tentarem os lançamentos de média distância para Romero e Luciano.

Em 5 minutos, o paraguaio foi acionado duas vezes e seu companheiro uma,

Eles estavam impedidos.

Apesar de não levarem perigo, ficou claro que os atleticanos precisavam tomar cuidado com esse tipo de lance.

Aos 13, tomaram o gol assim.

Ralf carregou a bola e tocou para Romero, em posição duvidosa (jogada difícil para o auxiliar e nem os jogadores do Atlético reclamaram) fazer o cruzamento por baixo e vê-la tocar na defesa do rival antes Petros finalizar.

Foi o primeiro chute do Corinthians no confronto.

O Galo havia arriscado quatro antes.

Logo após ficar em vantagem no placar, o O time de Mano quase ampliou.

Renato Augusto puxou o contra-ataque na direita, tocou para Petros na área, Victor chegou antes do meia e tocou na bola;

Elias, fora da área, apenas com dois adversários, nenhum deles goleiro, entre ele e o gol, chutou e viu o volante Claudinei evitar a comemoração dos quase 25 mil que compareceram à arena Itaquera.

O problema de fundamento

O Galo falhou no passe.

A dificuldade de executar o fundamento básico no futebol impediu o time de transformar o maior tempo com a bola em chances de gol.

Uma vez, em lançamento de Diego Tardelli, entrou na área em condição de empatar.

Diego Tardelli lançou Luan, que finalizou mal.

Os cruzamentos e chutes de fora da área foram as alternativas mais usadas para a equipe tentar furar o bloqueio do Corinthians.

Discordo de Levir

O treinador voltou do intervalo com Guilherme no lugar de Carlos.

Acho que seria melhor tirar o Jô, que vive enorme jejum de gols, ao invés de Carlos e adiantar Diego Tardelli para a função de centroavante.

O sistema ofensivo ficaria menos previsível por causa da movimentação dos quatro jogadores de frente.

O trio de criação, com Luan na direita, Tardelli na esquerda e Guilherme entre eles, se mexeu de maneira interessante, mas faltou a movimentação de Jô para o sistema defensivo corintiano ser obrigado a fazer algo diferente daquilo que realizou.

Parecido

A substituição foi a única novidade após as conversas dos técnicos com os boleiros.

As propostas de jogo de ambos os times continuaram iguais.

E o andamento, com o Corinthians levando algum perigo nos contragolpes e o Galo quase nenhum por causa dos erros nos passes, também.

Preferência

Aos 16, Mano trocou Romero, que se movimentou corretamente e deu a assistência do gol, por Guerrero.

Mano colocou o autor do gol do título mundial é titular.

O principal ponto a ser avaliado é a razão de o treinador preferir continuar com Luciano ao invés do paraguaio.

Ou foi por causa da posição dele, pois Romero jogou como centroavante que não permanece fixo na área, tal qual o titular, e Luciano estava na direita, ou por causa de alguns apagões do gringo na parte defensiva  em outros jogos.

Ele estava um pouco melhor que Luciano.

Melhor para o Corinthians

Aos 24, Levir tirou o apagado Jô e o volante Leandro Donizetti para as entradas de André e e Eduardo.

Aos 29, Malcom ocupou a vaga de Luciano.

O Corinthians melhorou e o Galo piorou após as trocas.

O time de Mano recuperou a bola algumas vezes no setor de Malcom e com a defesa atleticana aberta.

Pecou no último passe e na hora de chutar em gol.

Apesar de Renato Augusto acertar o travessão uma vez, o baixo rendimento nos contragolpes durante a etapa complementar foi o maior problema corintiano.

O Galo piorou tanto na marcação quanto na criação.

As falhas nas trocas de passes continuaram grandes.

O time foi pouco objetivo.

No único lance interessante, Guilherme colocou André de frente para o Cássio, o atacante dominou com o peito de maneira horrível, não conseguiu chutar e facilitou a vida do goleiro.

André e Diego Tardelli atuaram como centroavantes 10 ou 15 últimos minutos.

A mudança do 4-2-3-1 para o 4-4-2 facilitou o trabalho do sistema defensivo do Corinthians.

O Galo perdeu o duelo no meio de campo depois da troca do esquema tático.

Ficha do jogo

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros e Renato Augusto; Ángel Romero (Guerrero) e Luciano (Malcom)
Técnico: Mano Menezes.

Atlético MG – Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Emerson Conceição; Claudinei e Leandro Donizette (Eduardo); Carlos (Guilherme), Diego Tardelli e Luan; Jô (André)
Técnico: Levir Culpi

Árbitro: Dewson Fernando de Freitas da Silva
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Heronildo S. Freitas da Silva
Público: 24970 torcedores – Renda: R$1.335.654,00