Diretor financeiro atesta valor de dívida apresentado por Aidar em briga

Leia o post original por Perrone

Quem apresenta os números certos na briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio no São Paulo? O atual presidente reclama das dívidas que encontrou afirmando que pegou o clube com R$ 109 milhões em débitos bancários. Porém, o ex-mandatário alega que, desse valor, R$ 50 milhões não são referentes a empréstimos. Diz que se referem a um adiantamento de cotas pagas pela Globo e não conta esse valor na dívida do clube.

O blog ouviu Osvaldo Vieira, diretor financeiro do São Paulo desde a gestão de Marcelo Portugal Gouvêa, sobre as versões dos dois cartolas. Ao contrário de Juvenal, ele também calcula os R$ 50 milhões como dívida referente a empréstimos.

“Os números que o presidente [Aidar] apresentou são reais. A Globo deixa de nos pagar esse dinheiro e repassa para instituições financeiras que nos emprestam a quantia. Então, é empréstimo”, disse o dirigente.

Juvenal usou o argumento para amenizar o tamanho da dívida bancária do clube. Além dos R$ 50 milhões, ele desconta R$ 16 milhões, quantia arrecada por Aidar na venda de jogadores. Para o ex-presidente, então, o débito cai para cerca de R$ 65 milhões. Seu sucessor, no entanto, calcula a dívida bancária em R$ 131 milhões, já que teria aumentado em R$ 22 milhões esse valor desde que assumiu o clube.

“A dívida bancária é de R$ 131 milhões, mas o clube vai sair dessa situação difícil. Acredito que em um ano e meio. Agora que passou a Copa do Mundo, vai melhorar, as empresas vão voltar a investir no futebol interno, vamos ter patrocinador principal”, declarou Vieira.

Como a maioria dos cartolas são-paulinos, ele está numa situação embaraçosa, pois se dá como os dois cartolas que entraram em rota de colisão. “Não estou nem com um e nem com o outro. Não sou político, estou com o São Paulo”, disse, descartando pedir demissão por ter sido dirigente de Juvenal.

Apesar de concordar com os números da dívida apresentados por Aidar, Vieira discorda da declaração do presidente sobre ser possível reduzir o número de funcionário de 950 para 95. Não dá para administrar o clube com tão pouca gente, diz ele.