NÓS SOMOS A RESISTÊNCIA.

Leia o post original por K.O.N.G

Querem acabar com isso. Não deixaremos.

Fala, cambada!

Galo e Grêmio fizeram um jogão nesse domingo. Por mais que resultado não tenha vindo, não tem como criticar os caras que estão jogando no limite, haja visto a precariedade do nosso elenco hoje. Carlos tem sido uma grata surpresa: não tem medo de arriscar, vai pra cima e não se intimida. Ainda não marcou seu gol, mas isso é questão de tempo. Jemerson – a reencarnação de Luisinho – é mais uma revelação da boa safra que a base do Galo cultivou nos últimos anos. Tá jogando demais. É verdade que ambos entraram na necessidade, mas o destino tem suas maneiras de acertar as coisas e fico contente quando caras simples conseguem se realizar no futebol. Que tenham um futuro de sucesso.

Levir mexeu mal? Sim. Fomos grafados? Outra vez. Não quero me estender nesse assunto, até mesmo porque tenho coisas mais importantes para falar aqui hoje. Sobre a safadeza, que as pessoas responsáveis tomem as providências necessárias para diminuir isso, pois tem sido recorrente. Kalil disse ontem no twitter que essa seria a última vez que o Galo seria prejudicado pela arbitragem, mas vamos ser honestos: nem ele, nem ninguém tem condições de garantir isso. Que joguemos mais para não dependermos da inspiração dos homens de amarelo para vencermos nossas partidas.

Agora, o papo reto. Meus amigos, não é de hoje que estão, aos poucos, matando nossa paixão. Primeiro, com a dita higienização dos estádios. Tiraram o pobre da arquibancada, tiraram as faixas e bandeiras do estádio. Tiraram a cerveja e o tropeiro. Como se não bastasse, na semana passada a CBF disparou uma norma que não faz o menor sentido, limitando o número de crianças no gramado no início das partidas. Assim o futebol, que já está ficando chato pacaralho, morre de vez. Se as crianças, que são o futuro do esporte, não podem mais fazer parte da festa, que diabos estamos fazendo aqui? Cheguei a pensar que isso era uma brincadeira, uma zoação. Depois vi que essa aberração era séria e não existe outra explicação para isso a não ser trauma. É evidente que o senhor diretor que formulou tal norma é frustrado por não ter sido mascotinho quando menino. Ou ele nunca foi ao estádio. Certamente esse infeliz nunca viu o brilho no olhar de uma criança, a alegria incalculável ao realizar o sonho de pisar na grama. Não sabe o efeito que isso tem na formação de um torcedor, a euforia que se estende por dias, se bobear por anos. Não tem lógica alguém querer acabar com isso… padrão FIFA? Padrão FIFA é o escambau.

O Galo, que foi o primeiro clube do mundo a entrar com as crianças no gramado lá na década de 70, teve a decência de mandar essa norma para o quinto dos infernos. Não existe desrespeito à CBF. Estamos apenas seguindo nossas tradições, nossos valores e nosso DNA inconfidente. Primeiro Reinaldo, com seu punho em riste. Agora é dona Terezinha, a tia que ajeita as centenas de crianças que entram no início das partidas, em todos os jogos do Galo. Não aceitaremos. Aqui de Minas mandamos um recado para todos os clubes do Brasil: nós somos a resistência e não vamos acabar com o sonho dos nossos pequenos. Que as demais agremiações desse país não se acovardem e sigam nosso exemplo.

Nós sempre lutamos contra os desmandos daqueles que se dizem donos do futebol e não será dessa vez que abaixaremos nossa cabeça.

Porque aqui é Galo.

Porra.