São Paulo: presidente do CD diz que Aidar “só falou besteira”

Leia o post original por blogdoboleiro

Se o São Paulo anda bem, obrigado, dentro de campo, fora dele os bastidores andam agitados. Na semana passada, o presidente Carlos Miguel Aidar deu uma entrevista conde disse que o clube deve R$ 131 milhões aos bancos e que conselheiros tiveram benesses financeiras na gestão de seu antecessor Juvenal Juvêncio. Este, responsável pela candidatura de Aidar, respondeu com uma carta aberta onde mostra números que contradizem as acusações.

Neste domingo, depois da vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro, o presidente do Conselho Deliberativo do clube entrou em campo falando em apaziguar os ânimos, mas criticando Aidar. Carlos Augusto de Barros e Silva revelou que chegou a ser procurado por conselheiros irritados com os presidentes. “Me pediram para fazer um ofício para cobrar deles, mas acho que é hora de assentar a poeira, ter cabeça fria”, disse.

No entanto, Leco (como é conhecido) revelou que conversou com Juvenal Juvêncio durante a semana e o ex-presidente estava irritado. “Ele ficou profundamente aborrecido com alguém que até três anos atrás, ajudou a alterar o estatuto do clube para permitir o terceiro mandato do próprio Juvenal”, disse.

O dirigente reclamou da maneira como o assunto apareceu, via entrevista de Aidar à Folha de S. Paulo. “Foi um fato negativo. Este assunto era para ser tratado de forma serena, no ambiente próprio, dentro do clube. A instituição precisa ser preservada”, afirmou.

Carlos Augusto de Barros e Silva era candidato a presidente na sucessão de Juvêncio. Mas teve que ceder diante da decisão de Juvenal, que escolheu Aidar. Ele desistiu da candidatura e ficou com a presidência do Conselho Deliberativo.

Ele garante que qualquer conselheiro tem acesso ao balanço financeiro do São Paulo e que as contas do clube não são “alarmantes”. “Este caso foi levado a um patamar que não corresponde à realidade”, completou.

Desde que assumiu o cargo de presidente do São Paulo pela segunda vez (o primeiro mandato foi de 1984 a 1988), Aidar tem provocado polêmicas com declarações públicas. O Palmeiras cortou relações com o São Paulo depois do clube paulista ter contratado Alan Kardec e Aidar ter dito que a reações dos dirigentes alviverdes eram de um “time pequeno”.

Além disso, cutucou o Andrés Sanchez dizendo que a Arena Corinthians era “muito longe”: “Lá é outro mundo, outro país”, disse. Sanchez respondeu com adjetivos de “racista” e “preconceituoso”.

Em pouco mais de cinco meses de gestão, Aidar não passa em branco. Mas a trombada com Juvenal Juvêncio é a que afeta mais o clube. Além de dizer que a dívida era altíssima, ele qualificou a gestão anterior como “ultrapassada”.

Agora, parece ter arrumado mais um inimigo. Leco deixou claro que não vem gostando do que Aidar vem fazendo e falando. “Ele só falou besteira até agora”. O presidente do CD do São Paulo afirmou que o Conselho Deliberativo poderia até pensar em punição ao presidente: "Mas não vai fazer isto", garantiu.