Trio de ferro é afetado por influência de ex-presidentes poderosos

Leia o post original por Perrone

A crise entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio exemplifica uma situação comum entre os três grandes clubes da capital paulista. O trio de ferro é afetado

pela a influência de seus ex-presidentes, que mesmo longe do alto comando exercem poder. Confira cada caso.

 

São Paulo

Juvenal Juvêncio segue como diretor das categorias de futebol amador, a menina dos olhos dos dirigentes são-paulinos. Continua bem informado, tem homens importantes na atual administração, como Roberto Natel, vice-presidente e o primeiro na hierarquia abaixo de Aidar. O grupo do atual presidente se sente pressionado por críticas da ala de JJ e avalia que a turma do ex-presidente quer continuar mandando no Morumbi. O comandante do clube também quer apoio da oposição para tocar o projeto da cobertura do estádio, mas os opositores não aceitam Juvenal na diretoria. Nesse cenário, Aidar atacou Juvenal em entrevista para a “Folha de S.Paulo” na semana passada e incendiou o clube.

Corinthians

Assim como Aidar, Mário Gobbi se sente pressionado por ações do ex-presidente Andrés Sanchez, dirigente responsável pela arena do clube, e por críticas do grupo de seu antecessor. Igualmente ao presidente do São Paulo, Gobbi sofre com dívidas deixadas pelo antecessor, principalmente em relação a impostos retidos na fonte e não repassados à União. Enquanto Aidar reclama publicamente da gestão de Juvenal nas categorias de base, internamente, o grupo de Gobbi se queixa da administração de Andrés na arena corintiana. As principais reclamações são sobre a demora para vender os naming rights e pelo fato de as receitas e despesas do estádio não serem de conhecimento do atual presidente. Os “gobbistas” reclamam também que Andrés ainda teria influência no departamento de futebol, onde deixou amigos como o gerente Edu Gaspar. O clima é tão semelhante ao do Morumbi que a única diferença entre Aidar e Gobbi parece ser que o são-paulino resolveu romper logo de cara com seu antecessor e arcar com as duras consequências políticas enquanto o corintiano decidiu ficar calado, temendo inviabilizar sua administração em caso de guerra declarada.

Palmeiras

Arnaldo Tirone, antecessor de Paulo Nobre, praticamente não influencia na política do clube. Porém, o ex-presidente Mustafá Contursi esbanja poder. O discurso do ex-preisdente no Conselho Deliberativo, por exemplo, foi fundamental para a aprovação da forma como o Palmerias vai pagar uma dívida de cerca de R$ 100 milhões ao presidente. Ele defendeu a proposta apresentada por Nobre, enquanto opositores queriam adiar a votação, alegando desconhecer documentos referentes à dívida. Nobre tenta evitar gastos no futebol que incomodariam Mustafá, e consegue administrar sem a oposição do ex-presidente, ao contrário do que ocorreu com Tirone, que teve o voto de Contursi, mas os dois logo entraram em atrito.