QUE COMECE O PLANEJAMENTO DE 2015

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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Sem a referência de um centroavante, o Galo apostou na velocidade do trio Luan, Carlos e Tardelli. Na primeira etapa deu resultado, faltou o gol. O trio se movimentou muito, deu trabalho para a defesa gaúcha, trocava passes na intermediária adversária, cumpriram com o que o Levir determinou. Dátolo alimentava o ataque e às vezes trocava de lugar com um dos meias, mas não tem a velocidade dos outros. O esquema abaixo ilustra a distribuição do Galo no primeiro tempo: Luan começou pela direita, Tardelli e Carlos revezavam entre o falso 9 e a ponta esquerda.

Desenho tático do Galo no primeiro tempo.

Com essas movimentações saíram algumas jogadas, dentre elas uma escorada de Carlos para uma conclusão do Luan no início do jogo, que retribuiu um belo passe para Carlos driblar o goleiro e chutar para fora.

Marcos Rocha apoiou mais que Emerson Conceição, porque Felipão escalou Dudu na direita evitando que o lado esquerdo do Galo tivesse o apoio do lateral do Maluf, mal sabia o técnico dos 7 x 1 que foi um reforço para nós… Os volantes não foram muito exigidos, L. Donizete e Claudinei postaram à frente da zaga na segunda linha do Galo. Claudinei ousou mais que Donizete e aparecia para tabela com os meias. Quando Claudinei chegava ao ataque, o Galo formava uma linha de dois meias – Dátolo e Claudinei – e uma linha de três atacantes com Carlos, Luan e Tardelli.

Claudinei chegando ao ataque, forma-se uma linha de 3 atacantes.

Na segunda etapa, o Galo voltou com a mesma formação. O time gaúcho um pouco diferente, com Felipão botando Dudu nas costas de Marcos Rocha. O jogo esfriou um pouco, a troca de passes não aconteciam, os volantes tiveram mais trabalho e o Grêmio voltou melhor. Jemerson salvou alguns cruzamentos perigosos do Grêmio, desarmou algumas jogadas de contra ataques, o garoto vem jogando muito, o melhor em campo. A velocidade do time diminuiu, Dátolo não alimentava o trio, Carlos ficou mais parado na esquerda, Tardelli mais centralizado e o louco do Luan correndo de um lado para o outro tentando alguma jogada. O jogo virou uma pelada ajeitada. Levir trocou Carlos por Guilherme e André por Leandro Donizete. A não ser por cansaço, Carlos não poderia ter saído. O menino tem boa finalização e vem mostrando personalidade e qualidade, Levir errou. Tinha a opção de recuar Dátolo como segundo volante e manter o Carlos no time. Com as substituições, Tardelli se posicionou na esquerda e Guilherme ficou responsável pela armação do time, errando passes para finalização, muito mal.

Levir promoveu mudanças táticas no time, apostou na velocidade sem a referência do pivô. No primeiro tempo deu resultado, mas sem o gol, no segundo tempo foi um time apático. Com uma galera no DM, Levir fica meio sem opção, mas com as poucas chances de substituições, ele aposta na sorte. O Brasileiro já era, resta a Copa do Brasil, mas a incompetência é geral: treinador, diretoria e jogadores. Está chegando o fim de 2014, nem Autuori, nem Levir, conseguiram armar um esquema tático eficiente com variações táticas nesse time. Que a diretoria comece o planejamento de 2015, se eles acharem que devem esquentar a CUCA com isso…

Até a próxima!