Oeste 1 x 1 Vasco | Eis o Bambalalão de Joel

Leia o post original por Bruno Maia

Não vou falar de mais 1×1 pra não maltratar vocês. Ok? Combinado? Dito isso, duas coisas sobre o jogo de hoje. A primeira, a que vocês querem ler: o Vasco foi roubado hoje por um bandeirinha impressionantemente horroroso (ou mal intencionado) e por um árbitro frouxo, incapaz de corrigir as lambanças clamorosas cometidas por seu auxiliar.

A segunda – e, pra mim, a que importa mais – o time jogou uma partida horrorosa. O esquema de hoje foi um clássico de Joel Santana: o BAMBALALÃO. Joel é mestre em “vamo com tudo pra ver no que dá”. Se tá perdendo, joga atacante e vamo que vamo! Um time sem nenhuma alternativa de ataque no primeiro tempo, com três volantes pra enfrentar o Oeste, fazendo a marcação dentro do seu campo de defesa. Um gol absurdo e estar atrás do marcador nos fez voltar aqueles problemas todos que estou cansado de escrever e vocês de reparar. Até o fim da primeira etapa, o Vasco não conseguiu criar nada.

Aí veio o intervalo e Papai Joel lançou mão de seu velho expediente: jogar pra torcida e apelar para o BAMBALALÃO. Voltou com Dakson e Edmílson, tirou Aranda e Maxi Rodriguez. Tirou o único jogador que conseguia fazer alguma ligação entre o meio e o ataque, colocou Dakson na ponta direita e dividiu o time em dois. A cada vez que íamos para o ataque, via-se claramente duas linhas separadas: as dos cinco zagueiros e volantes, e de cinco homens de ataque na linha da área esperando o passe. E daí, dá-lhe bola aérea. Num determinado momento da partida, o scout do Sportv apontava 13 bolas levantadas pelo Vasco na área do adversário contra nenhuma do Oeste. Chance real, quase nenhuma.

Não bastasse o completo desequilíbrio do time de Joel, os jogadores percebiam isso e se alternavam entre errar passes de dois metros oy tentar aleatoriamente jogadas individuais. Não havia nenhum senso de organização. Era lutar pra chegar na linha de fundo e jogar pra dentro da área. Era óbvio que, no esquema BAMBALALÃO, Joel não tinha lembrado de se preocupar em colocar nenhum jogador alto na área adversária pra tentar aproveitar tanta bola jogada ao léu. Daí, ele pôs o Thalles pra jogo, tirou o Fabrício e acabou de desequilibrar ainda mais o time. Kleber e Edmilson caíram pelo mesmo lado em quase todas as bolas.

O esquema BAMBALALÃO foi o mesmo que Joel usou na famosa final da Mercosul, quando ele assumiu dias antes do jogo, tomou de 3 no primeiro tempo e, no intervalo, tacou todos os atacantes, conversou com seu padroeiro e pagou pra ver. Naquela ocasião mágica, o BAMBALALÃO deu certo. O problema é que isso é esquema para desespero, pra um jogo, não para se classificar em pontos corridos. Joel é incapaz de criar alternativas dentro do mesmo elenco. Isso não é algo pra se falar só do jogo de hoje. Sabemos que se repetirá até o final da competição – se você não sabia, agora tá avisado. Foi a partida mais bagunçada do time em todo o campeonato. E pode colocar na lista o 5×0 pro Avaí. Nem ali, o Vasco demonstrou estar indo pra cima tão a bangu assim. A diferença foi o adversário e que hoje o time, pelo menos, tinha alguma vontade de correr. O time do Oeste é risível, ridículo, sem nenhuma capacidade de articulação ou interesse em jogar. Se terminou em 1×1 foi por isso. Se não, teríamos perdido facilmente.

Temos agora duas opções. Passar a semana falando dos vários erros dos árbitros, que foram absurdos, ou nos preocuparmos em conseguir ter algum padrão tático e plano de jogo até a partida do fim de semana. Não acredito, infelizmente. Agora, o time terá duas partidas em casa e isso poderá ser bom. Se é no BAMBALALÃO que a gente vai, a força da torcida se torna mais importante do que nunca pra empurrar o Vasco. Não vai ter jeito. Não temos um TIME, não temos técnico, não temos diretoria. Dependerá da torcida carregar esses jogadores até o final.