Palmeiras 2 x 2 Flamengo – Dívidas e Valdivida

Leia o post original por Mauro Beting

Luxemburgo e Dorival Júnior foram os últimos treinadores do Fluminense na campanha que só não deu rebaixamento por motivos extracampo.

Luxemburgo não assumiu o Palmeiras antes de Gareca também por não gostar de ser entrevistado por Brunoro. Do modo como ele mesmo havia sido sabatinado 21 anos antes, quando chegou ao Palestra pela primeira vez.

Na Gávea, WL deu uma ajeitada no sistema defensivo, organizou um tanto mais um elenco limitado como tantos, e vai, com a força da camisa e da torcida, conseguindo mais pontos que o imaginado.

Foi assim também no primeiro tempo no Pacaembu. Fez um gol com Canteros em falha defensiva de Juninho (pleonasmo), e ampliou com Alecsandro, em lance discutível de mão na bola de Eduardo da Silva (que eu não marcaria toque – e quando escrevo “mão na bola” não escrevo “bola na mão” por já estar entendido). Poderia marcar o empurrão de João Paulo em Henrique, dentro da área, no final do primeiro tempo.

Mas o 2 a 0 foi o retrato de mais um tempo ruim do Palmeiras. Um time que, quando joga direitinho, perde feio do Fluminense. Quando joga mal, perde ainda pior.

Parecia ser o caso de mais um pesadelo até a entrada de Allione no lugar de Mouche (com o bravo Diogo mudando de lado) e Valdivia no de Henrique. Do 4-4-2 exposto e que não funcionou para o 4-2-3-1 com Valdivia sendo a solução para a falta de criatividade. E problema pela falta de equilíbrio do chileno, expulso por ato impensado (redundância) depois do empate alcançado. Muito pela presença dele no belo lance para o gol de empate de Victor Luiz. Muito pelos melhores lances do Verdão além do primeiro gol, que nasceu de um chutão de Lúcio para a raça de Diogo e a falha juvenil de Léo Moura ajudar.

Luxemburgo tirou um atacante e enfiou mais um volante quando o Palmeiras melhorava depois do gol de Diogo. O Flamengo melhorou. E, ironia, levou o empate quando estava mais fechadinho e mesmo assim mais contundente contra um Palmeiras que marcava no meio com Renato e marcava bobeira com Juninho de volante. Luxemburgo botou mais gente na frente depois, aproveitando a tolice de Valdivia. E o Fla só não desempatou por falta de sorte.

No frigir das bolas, placar justo para o Flamengo que se ajeita e deve ficar nas posições intermediárias da tabela. Justo também para o Palmeiras que evoluiu. Mas ainda deve pontos além de muitas coisas e contas para credores e torcedores.

ADENDO – Só considero “injusto” um placar quando a arbitragem interfere no placar provável. Mas, de fato, pelo pênalti não marcado em Henrique, há como dizer que o Palmeiras foi prejudicado. Que o resultado foi injusto. Faltou escrever.

Mas é tudo subjetivo. Tanto quanto alguns dos comentários que dizem que eu só falo mal do meu time.

Como a regra do jogo, toda opinião é válida. Até a mais absurda.

Mas aqui é um espaço livre e, dentro do possível, democrático. Tanto que dá espaço a quase todo o tipo de manifestação a meu respeito. A meu respeito. Mesmo que com desrespeito

ADENDO 2 – Revendo o lance por ângulo diferente, eu agora vejo mais claramente o braço esquerdo de Eduardo da Silva indo em direção à bola. Lance rápido e de reflexo que pode ser interpretado como mão na bola intencional. Havia como marcar a falta em lance discutível.

Mas jamais o impedimento quando a bola é lançada a Eduardo. Ele está em posição legal. Alecsandro, no primeiro momento, não. Mas a bola não vai a ele.

Quando a bola é tocada de Eduardo para Alecsandro, o autor do segundo gol está atrás da linha da bola. Não existe impedimento. Não importa se há um, dois ou 11 rivais à frente dele.