Palmeiras: opositor de Nobre não garante Valdívia em 2015

Leia o post original por blogdoboleiro

Wlademir Pescarmona, candidato da oposição na próxima eleição para presidente no Palmeiras, não garante a permanência de Valdívia se for eleito sucessor de Paulo Nobre. Nesta terça-feira, o dirigente participou de um programa na rádio Transamérica FM. Quando foi perguntado se o meia chileno está nos planos dele, caso vença a eleição e passe a mandar no clube, Pescarmona respondeu: "Não vou dizer que ele vai ficar ou que ele vai embora".

Pescarmona avalia que Valdívia "não foi bem no ano passado" e que "vai ser difícil vendê-lo" para outro clube. Acha também que o jogador está sendo importante no time do Palmeiras que tenta escapar do rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro. "Ele está sendo útil nesta campanha. É até uma mostra de que a equipe atual não tem craques", disse.

O adversário de Paulo Nobre admite até renovar o contrato de Valdívia, mas acha até que uma das novidades do atual presidente – o contrato por produtividade – se aplica exatamante no caso do armador. "Vamos supor, por exemplo, que o Palmeiras vá disputar 50 partidas no ano que vem. Poderíamos definir uma quantia para a temporada e dividir o valor por jogo. Ele teria que jogar mais para ganhar mais", falou.

Pescarmona já foi dirigente da situação, quando na gestão do economista Luiz Gonzaga Belluzzo dirigiu o departamento de futebol. Na época, ele chegou a entrar em conflito com Valdívia, sempre lesionado. Quatro anos depois, ele garante ter amadurecido e espera entrar em acordo com o jogador. "Para mim, o que aconteceu lá atrás passou. Como eu amadureci nestes quatros anos, espero que ele também tenha amadurecido", afirmou.

Valdívia não é o único que corre o risco de perder uma vaga no Palmeiras em 2015, se Pescarmona vencer Paulo Nobre na eleição de novembro. Pescarmona disse que, se o Palmeiras for rebaixado para a Série B do Brasileiro, vai sobrar para o treinador. "Se cair, o Dorival Junior não continua".