PL do Fairplay Financeiro: a bola está com presidente Dilma

Leia o post original por blogdoboleiro

O Bom Senso FC já iniciou o trabalho de convencimento – tratado por seus executivos como "advocacy" ou lobby do bem – junto ao governo federal para que a versão da Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol apresentada pelo grupo dos atletas seja adotada para Projeto de Lei. A bola agora está com a presidente Dilma Roussef.

Explica-se. No início deste mês, Bom Senso (representantes dos jogadores), dirigentes de clubes e a CBF discutiram por mais de sete horas uma proposta para PL, com apenas dois ítens em conflito: o limite do teto salarial a ser pago aos atletas e a composição do comitê que vai fiscalizar se os clubes estão pagando direito. Mas, nesta quarta-feira, os integrantes descobriram que outro projeto já tinha sido entregue ao Ministério do Esporte, um dia antes do Bom Senso levar a redação final acertada com as agremiações. "O Toninho (Nascimento, secretário nacional do Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor) esteve em São Paulo e recebeu um projeto dos clubes que é diferente em vários ítens do que havia sido acordado entre as partes", disse Ricardo Borges Martins, diretor executivo do Bom Senso.

O impasse está criado.

Os clubes colocaram no projeto entregue por eles que as punições previstas por desobediência do fairplay financeiro sejam aplicadas apenas em 2020. Ele ignoraram o enquadramento da CBF no artigo 18A da Lei Pelé que obriga a entidade (bem como Federações) a ter atletas participando da administração da entidade. Além disso, a composição e funcionamento do conselho fiscal foram modificados e não correspondem ao que ficou acertado na reunião do início do mês.

Com isso, o Ministério do Esporte tem em mãos duas propostas de texto e conteúdo do Projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Daí a necessidade do Bom Senso FC ativar os canais de convecimento junto ao Executivo. Afinal, logo depois da Copa do Mundo – e do vexame do Brasil diante da Alemanha e Holanda – os jogadores conversaram em Brasília com a presidente Dilma Roussef que mostrou disposição de atuar nesta questão como uma iniciativa do governo.

O trabalho de lobby dos clubes será  enfrentado pelo "advocacy" do Bom Senso. A primeira batalha será no Minisitério do Esporte, na Casa Civil e com a própria presidente. Depois, esta luta terá o Congresso como palco. "Há um milhão de conflitos entre a nossa versão, que respeitou o que foi conversado na reunião de outubro, e esta proposta entregue pelos clubes", disse Ricardo Martins.