Levar 7, 3 tanto faz. Brasil, de país da bola… para o sem noção

Leia o post original por Mion

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Taí Neymar com os 2 melhores laterais do mundo , zagueiro e goleador. No pagode os “parças” são melhores… sem dúvida. E ainda tietados por Alexandre Pires…

O fatídico 7 a 1 para a Alemanha escancarou a mediocridade do futebol brasileiro. CBF, parte da mídia, alguns dirigentes e técnicos tentaram amenizar ao levar para o lado de um acidente ocasional. Entrou em campo o batalhão de “bombeiros” para apagar o incêndio e desviar o foco por afetar interesses diversos. É de causar espanto que tanto profissionais do futebol quanto a mídia nem citam os 3 a 0 para a Holanda, na disputa do 3º lugar, com tanta ênfase, como perder de 3 fosse um placar normal para o Brasil numa Copa e dentro de casa. Alucinante! Não é de perder a cabeça e pegar nojo? Cadê os melhores do mundo, país do futebol, toda aquela baboseira ainda por cima recheada de pagodinho, brinco e cabelos chamativos que foi ovacionada nas últimas décadas? Pura fantasia irresponsável! Não sou contra pagode e outros modismos, mas desde que acima de tudo esteja o futebol… e há muitos anos ficamos só com a parte do modismo.

Nos últimos 20 anos o futebol brasileiro não é o mesmo. A qualidade técnica caiu vertiginosamente, ficamos acostumados a selecionar o melhorzinho entre alguns medianos e fazer dele craque. Cansei de ver e ler considerações sobre Paulinho, Fred, Oscar entre outros com este tratamento…. craque… que dor me dava. E tendo Neymar bem pertinho como patamar. E o mais acachapante: antes da Copa nossos laterais eram os melhores do mundo e a dupla de zaga também. Tomaram 10 gols em 2 jogos decisivos. E o mais triste.. David Luis está aí com toda a marra, acompanhado daquela touquinha ridícula que pretende lançar como moda. Dunga afastou Marcelo, mas já tem movimento para sua volta liderada por Galvão Bueno. Lógico… como Neymar vai ficar sem seu “parça” de pagode. Mediocridade! Podem apostar…. logo já vão falar em Dani Alves.

A cabeleira de Willian e a touca do midiático David Luis. Interessante que Oscar e Ramirez jogam mais… não precisam de visual diferenciado.

O preço foi caro, e sairá mais caro ainda, porque perdemos referência, enquanto os europeus trabalharam barbaridade, evoluíram e primaram por futebol de qualidade ficamos presos a resultados. Ganhou… está tudo bem, somos os melhores. A falta de critério detonou o futebol dentro do país e hoje deparamos com Brasileirão de nível médio para baixo. Formamos alas que apóiam, mas não marcam. Volantes preocupados em dar pontapé, fazer gol e atacantes velozes, fortes e finalizadores. Jogar bola que é bom… deixa pra lá… não é importante lá fora. Não é fundamental porque eles têm gente de qualidade principalmente na meia-cancha, mas aprenderam com os nossos das décadas de 70, 80 e 90. E até nas laterais o nível caiu. Barcelona veio atrás de Douglas, qualquer um sabe das limitações. Até hoje não entendi… e não é menino, está com 24 anos, não foi aposta no futuro.

Enquanto o Brasil não enfrentar de verdade a crise, nosso futebol não conseguirá recuperação. O tempo é cruel, passa e quanto mais tapar o “sol com a peneira” mais queima.
Como já disse, os alemães não sentaram nos louros, começaram uma renovação porque sabem muito bem que chegar no topo é mais fácil do que se manter por lá. É fato o Brasil não soube administrar sua superioridade nata. Se continuar este mar de ilusão, infelizmente os europeus irão manter a hegemonia.

E ainda insistem que o 7 a 1 foi obra do acaso, ainda tem gente que fala em Fred, Marcelo, David Luis entre outros. A Alemanha que enfiou os 7 e foi tetra, aposentou (em comum com acordo com os jogadores)  3 campeões do mundo entre eles o capitão Lahn que poderia tranquilamente jogar mais uma Copa acabou de fazer 31 anos – no último dia 11 de novembro. E veja bem, nem que o Brasil faça trabalho brilhante nos próximos 10 anos, mesmo assim a briga continuará porque o futebol europeu veio para ficar entre os grandes e sempre brigar por títulos.