Graças aos Santos!

Leia o post original por celsocardoso

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

A torcida palmeirense compareceu, cantou, apoiou, mas o time não correspondia aos cânticos que vinham das cadeiras da nova arena. Valdívia, o mais lúcido da equipe, enquanto teve fôlego, como um regente, ditava o ritmo, mas os membros da orquestra atravessavam. O zagueiro Lúcio, apesar de veterano, errava na frente e atrás. E numa dessas desafinadas do zagueiro, o Atlético fez um a zero na bola parada, segundos depois de uma oportunidade perdida.

O caos se desenhava quando a arbitragem resolveu dar uma força. O empate palmeirense só aconteceu por conta de mais uma falha de interpretação na questão bola na mão, mão na bola que tanto estrago já fez nesta edição do Campeonato Brasileiro. A bola bateu no braço do zagueiro atleticano, por trás, e o assistente marcou. Pênalti inexistente que Henrique converteu com tranquilidade.

Depois do empate, o Palmeiras se acalmou um pouco. Mas calma não significa qualidade. O futebol da equipe seguia sofrível, enquanto o time de garotos do Atlético criava as melhores chances e esteve bem mais próximo do segundo gol do que o rival.

No segundo tempo, o Palmeiras melhorou, esteve mais presente na área adversária, porém longe do suficiente pra vencer a partida, resultado que o livraria do rebaixamento. O time só escapou porque Vitória e Bahia são ainda mais incompetentes. Foi ali, na raspa do tacho. 

Que sirva de lição. Paulo Nobre deve agradecer ao Santos a nova chance de reconduzir esse clube ao lugar de onde jamais deveria ter saído. O clube merece há tempos uma gestão à altura de sua história rica em títulos e orgulho.