Juvenal e Aidar são criticados por afetar time do São Paulo com briga

Leia o post original por Perrone

Nem os principais aliados de Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio suportam mais a briga entre os dois cartolas são-paulinos. Ambos são criticados internamente por se atacarem politicamente num momento em que o time corre o risco de ser eliminado na primeira fase da Libertadores.

Às vésperas do jogo com o San Lorenzo, na Argentina, eles fizeram ataques políticos pela imprensa. O comportamento irritou cartolas que tentavam pacificar o clube.

O principal problema apontado por integrantes dos dois grupos é que a briga respinga na equipe. Isso porque Muricy Ramalho está no meio do conflito. Horas antes da partida contra o San Lorenzo, Juvenal deu entrevista para a “TV Folha” afirmando que seu sucessor cozinha o treinador em fogo brando. Ele acusa Aidar de querer demitir o técnico por ser amigo do ex-presidente, algo que o atual mandatário sempre negou.

JJ incomodou ainda mais seu grupo político ao dizer que Aidar precisa parar de fazer as unhas e trabalhar pelo clube. É justamente esse tipo de declaração que os cartolas ligados ao ex-presidente já tinham sugerido que ele evitasse porque a frase é repetitiva e desbota a imagem de Juvenal. Disparos como esses, são considerados pelo grupo de Juvenal irrelevantes. Só teriam o poder de transformar Aidar em vítima e de constranger a comissão técnica.

Por sua vez, Aidar criticou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, aliado do ex-presidente, em declaração publicada pela “Folha de S. Paulo”, também no dia do confronto com o San Lorenzo.

O presidente desembarcou na Argentina insinuando que o antecessor quer seu lugar e tenta fazer a cabeça do treinador contra ele. Depois de diretores do clube sugerirem que ele ficasse em silêncio, Aidar declarou oficialmente que não responderia mais aos ataques de Juvenal.

Agora, os dois grupos gastam suas últimas energias para tentar a trégua durante a Libertadores, evitando desgaste maior de Muricy. A avaliação é de que o treinador, assim como eles, está de saco cheio da briga. E que isso reflete em seu trabalho.