Atlético Mineiro 2 x 0 Colo-Colo

Leia o post original por Mauro Beting

Minuto a minuto de mais um migalo atleticano – milagre atleticano.

19h45 – Vai ser 2 a 0 pro Atlético no jogo que começa agora.

19h50 – O ambiente da Arena é o de sempre. Aceso. O Galo, com Dátolo iniciando ao lado do volante Rafael Carioca e se juntando aos três da armação (Luan, Guilherme e Carlos) inicia melhor. O 2 a 0 é possível. Com o jeitão de time e de espírito da Copa do Brasil-14.

20h03 – 19 minutos. Lucas Pratto, em grande jogada do Galo, por dentro. Básico. Mas a enfiada foi do Patric tão criticado. Justo ele? Não sei. O que sei é que o Atlético tem feito isso com os atleticanos. E com os adversários. Não é pra ter lógica. É pra dar Galo.

20h04 – Bela puxeta de Carlos e a bola sai à direita. O barulho só não é ensurdecedor na Arena atleticana que é aquela mesma coisa de sempre.

20h05 – Quase que Victor é encoberto. Mas é tudo quase sempre igual. Nada acontece.

20h07 – Douglas Santos enche o pé como se fosse um ponta-esquerda, o goleiro chileno defende como se fosse um Victor.

20h11 – Começa a chover em BH. Só pra deixar mais gostoso. Ou mais sofrido. Se é que o atleticano já não se acostumou com tudo isso.,

20h16 – Chuva fica mais forte. O Galo e seu torcedor, um tanto menos. O Colo-Colo é bom. Mas não é melhor que o mineiro.

20h17 – Guilherme arrisca de longe, muito longe. Não deu certo. Mas, com esse campo, jogo difícil, é isso. É questão de tempo. De segundo tempo.

20h18 – Patric isola de canhota, de muito longe. Mas é por aí. Eu acredito. O atleticano tem certeza.

20h19 – Chuva muuuuuito forte. Aumenta o drama. Aumenta a alegria ao final dele. Galo quase faz com Guilherme. As poças já começam a travar a bola.

20h20 – Estou parecendo atleticano? Não. É o que Galo tem feito com o futebol em jogos como esse. No final das contas, vai dar Galo. Não é questão de torcer ou de fé. É de constatação.

20h25 – Luan tenta cavar um pênalti se atirando na piscina do gramado. Não foi nada. Foi amarelo.

20h30 – Pratto  ganha mais uma de cabeça. Mas vai pra fora.

20h31 – A torcida grita “eu acredito”. Acaboa o primeiro tempo. Fez-se a lógica. Mas ainda falta um gol.

20h48 – Recomeçou como se não tivesse acabado o primeiro tempo. Mas a chuva parou. Vai dar.

20h56 – Quase Edcarlos faz de cabeça em falta pelo lado. Na sequência, quase Patric, de peixinho. É muito quase. Mas ainda é pouco. É pra breve. Eles acreditam.

21h08 – Eu já não acredito tanto assim. Paredes segue perigoso na frente. Galo com dificuld…

21h09 – Quem mandou eu não acreditar? Pênalti de Garces em Luan.

21h10 – Quem mandou eu acreditar friamente? A bola bateu na trave direita, na cabeça de Garces que a espalmou antes, e subiu, sumiu. Luan estava ajoelhado. Eu fiquei prostrado.

21h12 – Torcida grita Guilherme. Esse é o caminho. Mas ainda não é o jogo.

21h15 – Troca de passes de cabeça. Nada. Mas poderia ter sido pênalti.

21h17 – Carlos saiu. Maicosuel (que não joga há um mês) vai ter de ser o que foi Guilherme em 2013.

21h18 = Eu acredito ecoa. Mas sem a mesma força.

21h23 – Não foi Maicosuel. Foi Rafael Carioca. Lá de onde Guilherme fez aquele no Newell´s. Mas, desta vez, Rafael Mineiro muito mais que Carioca fez um gol parecido com aquele de Cleiton Xavier, no Chile, que eliminou o Colo-Colo, na primeira fase da Libertadores-09. Gol que nasceu de um escanteio que a bandeirinha não deixou sair. Guilherme pegou a bola e lançou pra Rafael Carioca fazer o que eu já não aceditava.

Mas eles sim.

Não preciso fazer mais o minuto a minuto.

Eles já sabem.

Eu não.

ADENDO – Agora acabou. Está sendo fácil escrever a respeito do Galo dos últimos anos. Dá pra escrever antes. Ou durante. O resultado é o mesmo.