Não coloco na conta de Juan Carlos Osorio a derrota para o Ceará

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

São Paulo 1×2 Ceará

O time do Morumbi tinha obrigação de ganhar com margem de gols do Ceará cheio de desfalques. e passou vergonha no Morumbi por causa da derrota.

Mas foi muito superior.

Mandou no jogo do início ao fim.

Chutou 22 duas vezes em gol, 10 deles dentro da área, conseguiu 17 escanteios, cruzou 60 vezes na área ao todo,  ficou 74,1% do jogo com a bola sendo que a maior parte no campo de ataque, e trocou 568 passes certos (92% dos que tentou)  contra 88 precisos do adversário .

Tomou gols na única cobrança de escanteio que cedeu, quando Luis Fabiano perdeu de cabeça para o autor da assistência e Reinaldo ficou plantado na grama em vez de dar alguns passes adiante para deixar Rafael Costa impedido, e no pênalti que Luiz Eduardo fez em contra-ataque.

Não irei dissecar o 4-3-3 ultra-ofensivo, com Carlinhos no ataque do lado oposto ao de Alexandre Pato, recuando, nas ínfimos momentos necessários, para formar o 4-4-2, e os laterais e volantes participando muito da criação.

Aos críticos da escalação de Carlinhos na frente, lembro que foi a mesma ideia que Juan Carlos Osorio implementou diante do Corinthians quando colocou Auro nessa função.

O atleta mais jovem é pior nos lançamentos e nos passes.

Barcelona e Real Madrid jogam dessa forma.

A derrota não tem aconteceu por causa do esquema tático.

Houve falhas técnicas, individuais, além de nervosismo depois do primeiro gol que fez os atletas pensarem pouco, errarem levantamentos na área e perderem oportunidades.

Essa irritação tem a ver com o resultado e o ambiente interno.

A torcida, que poderia empurrar o time, não fez isso integralmente. Muito que foram ao estádio, ainda antes do intervalo, xingaram alguns e contribuiu para a tensão em campo.

Compreendo quando pegam no pé de acomodados, mas não se fazem isso contra quem se esforça e joga mal.

Me pergunto qual leitor se esforçaria mais por alguém porque foi ofendido.

Alguns jogadores atuaram abaixo do que podem, Michel Bastos foi um deles, mas não por falta de raça.

O Ceará merece elogios pela enorme dedicação, pragmatismo no cumprimento da proposta de marcar, marcar, marcar, marcar e marcar porque era a única opção viável, e tentar o gols nos contra-ataques, escanteios e faltas.

Nas três únicas jogadas assim comemorou duas vezes.

Mas o maior mérito foi a impressionante quantidade de divididas, pelo alto, que o sistema defensivo ganhou, além das importantes intervenções do goleiro Luís Carlos.

Psicologicamente, o Alvinegro foi crescendo na medida em que o São Paulo desandou.

Como continuará impossibilitado de aproveitar ao menos 9 jogadores semana que vem, a zebra ainda tem considerável possibilidade de não seguir às quartas-de-final.

Ficha do jogo

São Paulo – Renan Ribeiro; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo e Reinaldo (Wesley); Thiago Mendes, Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso; Carlinhos, Alexandre Pato e Luis Fabiano (Wilder)
Técnico: Juan Carlos Osorio

Ceará – Luís Carlos; Guilherme Andrade, Wellington Carvalho, Charles, Gilvan e Sánchez; João Marcos, Carlão, Uillian Correa e Rafael Costa (Carlos Alberto); Fabinho
Técnico: Marcelo Cabo

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA) – Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Bruno Raphael Pires (GO)