Rogério Ceni, 01/4 de século

Leia o post original por Mauro Beting

  

Há 25 anos ele chegou ao Morumbi já campeão estadual pelo Sinop. Prodígio. Mas nem ele que sabe tanto poderia imaginar que, 25 anos depois, chegaria ao Morumbi para ser homenageado como multicampeão. Mais que tudo e que todos. Como mito tricolor. Como inimitável artilheiro-goleiro

Há 25 anos ele pintou como promessa de goleiro que só três anos depois teria chance no time de cima, e só em mais três anos assumiria a condição de titular. Número 01 em todos os recordes possíveis – e não imaginados. 

Se o antecessor Zetti jogou tanto quanto ele como goleiro na meta tricolor, Rogério foi além no São Paulo e no mundo. Aprendeu a bater faltas e depois pênaltis como nenhum outro goleiro. Como poucos batedores. O nível de aproveitamento é absurdo. Apenas uma vez levou um gol em contragolpe de falta não convertida. Só uma vez levou um golaço histórico na celebração de mais um gol de Ceni. 

Há 25 anos seria um sonho para o menino de Pato Branco agarrar uma chance na meta tricolor. E ele agarrou muito, de Sinop ao Japão. Outro recorde apenas ele superou. Na história do esporte, um Messi nasce Messi, um Pelé vem do planeta Dele como Pelé. Já se imagina tudo que fará de assombroso. E quase sempre os gênios se superam. Mas sempre dentro do enorme conjunto de qualidades que têm.  

No caso de Ceni, que só começou a treinar faltas em 1996 para marcar o primeiro gol em 1997, ele não imaginava ser o artilheiro dos anos de 2005 e 2006 do São Paulo. Ele não delirava ser o goleiro que mais gols fez no futebol desde 1863. 

Ele aprendeu e treinou e se preparou para ser muito mais do muito que já era. Por isso mitou. É mito. É Ceni. 

Um cara que se reinventou. Um exemplo para toda profissão. 

Ele nasceu para ser goleiro. Mas ele cresceu para ser artilheiro.  Inimitável.