Seleção faz 3 a 0 no Peru e fica em paz

Leia o post original por Antero Greco

Os 3 a 0 sobre o Peru, na noite desta terça-feira, em Salvador, foram muito benéficos para o Brasil. A seleção fecha o ano com vitória, em terceiro nas Eliminatórias na América do Sul e com menos pressão sobre Dunga e rapazes. Falta alcançar um estágio superior, o de arrebatar o público. Ainda não é uma equipe que empolgue do começo ao fim.

O Brasil apareceu com mudanças para a última apresentação de 2015. Um delas, necessária, a entrada de Gil no lugar de David Luiz. E o corintiano foi bem, ao lado de Miranda. Outra mexida, prevista, era a permanência de Douglas Costa em vez de Ricardo Oliveira. Escolha certa, pois Douglas foi o melhor da seleção, ao fazer o primeiro a participar dos outros dois.

E a terceira, surpreendente, foi  Renato Augusto no meio-campo, em vez de Lucas Lima. Também opção útil, porque o corintiano teve desempenho sóbrio, na marcação, ajudou no ataque e fez um gol. Atuação que deve ter carimbado presença em próximas chamadas.

Por que, então, afirmar que o Brasil ainda não encanta? Pela oscilação. No primeiro tempo, o ritmo foi mais lento, sem muitos lances de gol. Em parte pelo fato de o meio sair com mais rapidez e, também, por outra participação discreta, aquém do normal, de Neymar. O capitão apareceu em raros lances.

Nessa fase de ajuste o Peru deu algum trabalho e Guerrero testou reflexos de Allison. O goleiro do Inter se saiu bem. Para facilitar o trabalho, Willian fez boa jogada pela direita e Douglas Costa abriu o placar. Dali em diante, a tarefa não foi das mais árduas e os outros gols surgiram no segundo tempo, com Renato Augusto (ao receber passe de Douglas) e Filipe Luís, ao pegar rebote do goleiro em chute de Douglas Costa.

Dunga diz que a tendência é a de ter a seleção jogando “no estilo brasileiro”, de dribles, deslocamentos e toques. Tomara. Daí, com o tempo, a turma da “amarelinha” poderá reconquistar o coração da torcida.