Foi só mais um domingo de violência

Leia o post original por Quartarollo

Aconteceu e vai acontecer de novo. As autoridades de plantão e os clubes apenas lamentarão, mas nada farão para conter a violência das torcidas organizadas.

E agora tem uma desculpa plausível. A violência está longe dos estádios, acontece em metrôs e ruas que não têm nada a ver com o futebol.

Ontem de novo a violência sem sentido ocorreu. Hoje o promotor Paulo Castilho disse que não dá mais para conviver com isso e algo precisa ser feito.

Algo? Mas o quê? Fechar as torcidas que no carnaval se transformam em escolas de samba? Que recebem dinheiro bom da prefeitura? Que são apoiadas por políticos que buscam no seu seio uma boa carga de votos para os seus pleitos? Que são apoiadas pelos clubes com ingressos significativamente mais baratos e liberdade total nos estádios?

Quem fará algo contra esses desordeiros? As autoridades competentes são cada vez mais incompetentes no assunto.

Por ocasião do Estatuto do Torcedor, uma excrecência inventada por políticos que não frequentam estádio, a polícia militar é obrigada a fazer reunião de paz com as torcidas antes dos clássicos. Ela cumpre a lei e faz, mas a paz fica só na promessa.

Paulo Castilho disse há poucos dias à Jovem Pan que não haveria mais escolta da polícia para levar torcida para o estádio. “Escolta é para preservar a segurança do bom cidadão, não para conduzir bandido para estádio”, disse ele alto e bom som. Acho que não foi ouvido.

O problema é que o jogo é apenas pano de fundo para essa gente que usa e abusa do clube para sobreviver. Virou caso de torcida profissional. O cara é torcedor e não faz mais nada na vida.

A atitude reprovável das escaramuças em dias de jogos, é a mesma do cotidiano. É modus operandi das facções. Eles são assim todos os dias e por isso mesmo é caso de polícia.

O bandido do estádio é o mesmo que está nas ruas todos os dias agindo da mesma forma.

Vocês se lembram dos presos de Oruro? Pois é, vira e mexe um dos libertados está envolvido em brigas de torcidas.

É a vida deles, não vão mudar. Ontem dois deles estavam envolvidos. É incrível e ninguém vai preso.

Eles tem bons advogados ou costa quente com muita gente interessada nessa desordem.

Está na hora de acabar com isso. Mas quem vai tomar a frente? Quem vai enfrentar a situação? A população quer resposta para essas perguntas.

Antes o torcedor comum deixava de ir nos clássicos com medos das Organizadas.

Agora o cidadão comum não pode nem sair tranquilamente pela cidade que pode morrer em briga de torcida sem saber de onde veio o tiro que o atingiu. É um autêntico estado de guerra.