Corinthians e o empate sob medida

Leia o post original por Antero Greco

O Independiente Santa Fé até que pressionou, assustou um pouco ao abrir vantagem. Nada, porém, que abalasse o Corinthians, no jogo que ambos fizeram na noite desta quarta-feira, em Bogotá. No fim das contas, prevaleceu o 1 a 1, resultado sob medida para o campeão brasileiro, a um ponto da classificação para as oitavas de final da Libertadores.

A equipe colombiana precisava da vitória para saltar para a ponta. Era, portanto, quem entrou com responsabilidade de não decepcionar no El Campin. A turma de Tite, líder do Grupo 8 agora com 10 pontos, ficaria satisfeita com empate, já que encerra participação em casa, diante do Cobresal, lanterna com zero.

O roteiro é conhecido nesse tipo de situação. O Santa Fé foi pra cima, apertou, expôs a contragolpes, mas chegou ao intervalo com a vantagem, no gol de Otero aos 47 minutos. Merecido, porque o Corinthians tratou de segurar o ritmo, não se desgastar mais. Ainda mais que Tite optou por escalar todo mundo que jogou contra o Palmeiras, na derrota de domingo. A tropa sentiu o baque.

Na segunda fase, o Corinthians constatou o óbvio: dava para encarar o Santa Fé sem maiores riscos. Acelerou, apelou para o bom preparo físico, e empatou. Elias, aos 13 minutos, enfim voltou às redes, depois de meses de seca e estaleiro. Dali em diante, os corintianos meteram o pé no freio, desempenharam o papel que sabem de cor – o de defender-se – e apostaram no desespero do anfitrião. Deu certo. Quase deu muito certo, pois se corresse um pouco mais, haveria a virada.

O Corinthians ainda pode até fechar a fase de grupos com a maior pontuação – ou uma das mais altas. Isso é bom, porque lhe permitirá decidir em casa, sempre que pegar adversário que tenha feito menos pontos. Ou seja, cumpre os prognósticos que o davam como candidato forte na chave e na competição em geral.

E, não custa lembrar, essa equipe se reconstruiu nestes últimos três meses; a rigor, menos até do que três meses. Um fenômeno nada desprezível.