A ditadura da estética ataca o Atlético de Madri

Leia o post original por Mauricio Noriega

A eterna discussão entre beleza e eficiência no esporte tem uma nova vítima: o Atlético de Madri.

O tradicional time colchonero enfrenta uma terrível má vontade por parte de alguns analistas de futebol e, porque não, de estética.

Por ter eliminado Barcelona e Bayern na Liga dos Campeões o “Atleti” passou a carregar a pecha de Anticristo do futebol bonito, Judas do tiki-taka e por aí vai.

Talvez seja uma certa implicância com o argentino Diego Simeone, excelente treinador da equipe espanhola. Simeone foi um bom jogador cuja carreira foi marcada por alguma violência e doses cavalares de catimba. Como treinador, ele tem certos vícios que remetem aos piores momentos de Felipão, como jogar bolas para dentro de campo durante o contra-ataque adversário.

Isso não merece defesa, mas também não pode contaminar a análise sobre o trabalho do treinador e o desempenho do time.

Embora seja grande, forte e tradicional, o Atlético de Madri foi transformado em Patinho Feio pela imprensa esportiva espanhola, que assume uma posição descaradamente torcedora, dividida entre Real Madri, na capital, e Barcelona, na Catalunha. Para o Atleti ficam as sobras.

O time de Simeone é bom. Esteticamente pode não fazer o deleite dos analistas, não rende textos pretensamente poéticos ou teses supostamente definitivas.

Mas negar sua capacidade e sua competência parece implicância.

Ou apego exagerado a uma teoria ou à estética.

Diante do Barcelona, por exemplo, o Atlético não deixou dúvidas sobre sua capacidade.

É um time menos poético, menos Bossa Nova, menos jazz e mais rock industrial. Em campo troca longos papos de boteco sobre arte, cinema e teatro, regados a chope ou uísque,  por trabalho duro, horário a ser cumprido e contas a pagar. Se sobrar um tempo, dá para tomar um rabo de galo,

A estratégia futebolística do Atlético de Madri é primeiro anular os pontos fortes do adversário para depois explorar as próprias virtudes. A equipe marca forte – e bem – e executa um dos pilares do pensamento de Guardiola: a marcação forte no campo de defesa do adversário para recuperar a posse de bola mais próximo da meta contrária.

Vejo certo incômodo estético em alguns colegas e torcedores com o sucesso do Atlético de Madri.

Prefiro reconhecer os méritos.

A ditadura da estética ataca o Atlético de Madri

Leia o post original por Mauricio Noriega

A eterna discussão entre beleza e eficiência no esporte tem uma nova vítima: o Atlético de Madri.

O tradicional time colchonero enfrenta uma terrível má vontade por parte de alguns analistas de futebol e, porque não, de estética.

Por ter eliminado Barcelona e Bayern na Liga dos Campeões o “Atleti” passou a carregar a pecha de Anticristo do futebol bonito, Judas do tiki-taka e por aí vai.

Talvez seja uma certa implicância com o argentino Diego Simeone, excelente treinador da equipe espanhola. Simeone foi um bom jogador cuja carreira foi marcada por alguma violência e doses cavalares de catimba. Como treinador, ele tem certos vícios que remetem aos piores momentos de Felipão, como jogar bolas para dentro de campo durante o contra-ataque adversário.

Isso não merece defesa, mas também não pode contaminar a análise sobre o trabalho do treinador e o desempenho do time.

Embora seja grande, forte e tradicional, o Atlético de Madri foi transformado em Patinho Feio pela imprensa esportiva espanhola, que assume uma posição descaradamente torcedora, dividida entre Real Madri, na capital, e Barcelona, na Catalunha. Para o Atleti ficam as sobras.

O time de Simeone é bom. Esteticamente pode não fazer o deleite dos analistas, não rende textos pretensamente poéticos ou teses supostamente definitivas.

Mas negar sua capacidade e sua competência parece implicância.

Ou apego exagerado a uma teoria ou à estética.

Diante do Barcelona, por exemplo, o Atlético não deixou dúvidas sobre sua capacidade.

É um time menos poético, menos Bossa Nova, menos jazz e mais rock industrial. Em campo troca longos papos de boteco sobre arte, cinema e teatro, regados a chope ou uísque,  por trabalho duro, horário a ser cumprido e contas a pagar. Se sobrar um tempo, dá para tomar um rabo de galo,

A estratégia futebolística do Atlético de Madri é primeiro anular os pontos fortes do adversário para depois explorar as próprias virtudes. A equipe marca forte – e bem – e executa um dos pilares do pensamento de Guardiola: a marcação forte no campo de defesa do adversário para recuperar a posse de bola mais próximo da meta contrária.

Vejo certo incômodo estético em alguns colegas e torcedores com o sucesso do Atlético de Madri.

Prefiro reconhecer os méritos.