Minha memória olímpica – O ursinho Misha e a saudade do meu pai

Leia o post original por Mauricio Noriega

As cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada de Moscou foram marcos na história do olimpismo.

O conceito de espetáculo foi definido a partir daqueles eventos na então União Soviética. Ainda hoje acredito que o nível de beleza e excelência apresentado em Moscou não foi superado.

A grande estrela das festas foi o simpático ursinho Misha, que sorriu e chorou em efeitos criados por painéis humanos.

Os Jogos de Moscou foram marcantes para mim. Com 12 para 13 anos eu era um jovem atleta sonhador, que imaginava um dia poder ir a uma Olimpíada, o que minha falta de talento esportivo só me permitiu fazer como jornalista, 12 anos depois.

Meu saudoso pai, Luiz Noriega, foi a Moscou, enviado pela TV Cultura. Que à época tinha o nome de RTC, Rádio e Televisão Cultura. Foi uma equipe pequena, basicamente ele e o repórter Carlos Eduardo Leite, o Dudu. Mas como tudo que aquela equipe da Cultura fazia, foi muito bem feito, com qualidade e excelência.

Para mim e para minha família, foi um período de longa ausência do pai. Acho que uns 40 dias, entre o período em que transmitiram amistosos preparatórios e eventos anteriores aos Jogos na Europa.

Lembro-me de ficar acordado de madrugada para ouvir os boletins que meu pai fazia para a Rádio Bandeirantes para matar a saudade de sua voz. Além disso, assistia a todos os eventos na Cultura, para ver suas narrações.

Nos cartões postais (será que alguém ainda usa isso) que chegavam meu pai dizia de seu fascínio pelas músicas da cerimônia de abertura e pelo Misha. Além do encantamento pelos parques e pelo Metrô de Moscou.]

Quando ele voltou, fomos esperá-lo em Congonhas (chegava-se via Rio e depois Congonhas). Tenho até hoje a foto com a cara de alegria desconcertante do meu pai saindo da área de desembarque, para ser engolido pelos abraços dos filhos de da esposa.

Entre as lembranças que ele nos trouxe está um Misha.

Que guardo até hoje. Está um pouquinho judiado.

Mas ajuda a matar a saudade do meu pai e lembrar de seu amor pelo esporte, pelo Jornalismo e pela família, Além de lembrar de um momento inesquecível da história dos Jogos Olímpicos.

Minha memória olímpica – O ursinho Misha e a saudade do meu pai

Leia o post original por Mauricio Noriega

As cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada de Moscou foram marcos na história do olimpismo.

O conceito de espetáculo foi definido a partir daqueles eventos na então União Soviética. Ainda hoje acredito que o nível de beleza e excelência apresentado em Moscou não foi superado.

A grande estrela das festas foi o simpático ursinho Misha, que sorriu e chorou em efeitos criados por painéis humanos.

Os Jogos de Moscou foram marcantes para mim. Com 12 para 13 anos eu era um jovem atleta sonhador, que imaginava um dia poder ir a uma Olimpíada, o que minha falta de talento esportivo só me permitiu fazer como jornalista, 12 anos depois.

Meu saudoso pai, Luiz Noriega, foi a Moscou, enviado pela TV Cultura. Que à época tinha o nome de RTC, Rádio e Televisão Cultura. Foi uma equipe pequena, basicamente ele e o repórter Carlos Eduardo Leite, o Dudu. Mas como tudo que aquela equipe da Cultura fazia, foi muito bem feito, com qualidade e excelência.

Para mim e para minha família, foi um período de longa ausência do pai. Acho que uns 40 dias, entre o período em que transmitiram amistosos preparatórios e eventos anteriores aos Jogos na Europa.

Lembro-me de ficar acordado de madrugada para ouvir os boletins que meu pai fazia para a Rádio Bandeirantes para matar a saudade de sua voz. Além disso, assistia a todos os eventos na Cultura, para ver suas narrações.

Nos cartões postais (será que alguém ainda usa isso) que chegavam meu pai dizia de seu fascínio pelas músicas da cerimônia de abertura e pelo Misha. Além do encantamento pelos parques e pelo Metrô de Moscou.]

Quando ele voltou, fomos esperá-lo em Congonhas (chegava-se via Rio e depois Congonhas). Tenho até hoje a foto com a cara de alegria desconcertante do meu pai saindo da área de desembarque, para ser engolido pelos abraços dos filhos de da esposa.

Entre as lembranças que ele nos trouxe está um Misha.

Que guardo até hoje. Está um pouquinho judiado.

Mas ajuda a matar a saudade do meu pai e lembrar de seu amor pelo esporte, pelo Jornalismo e pela família, Além de lembrar de um momento inesquecível da história dos Jogos Olímpicos.