Cruzeiro provoca arrepios e dá medo

Leia o post original por Antero Greco

Querido torcedor do Cruzeiro, sou solidário com você neste momento. Dói ver um time que, dois anos atrás, dominou com folga o Brasileiro, ganhou o bi com méritos e agora se dissolve. No ano passado, já provocou arrepios e e até o momento não acerta o rumo. Quatro jogos e zero vitória.

Pior do que isso, com futebol torto. Foi assim no clássico mineiro com o América, na tarde deste sábado. O português Paulo Bento ainda não captou bem características e qualidades do elenco, apostou em escalação que merece reparos e não obteve mais do que 1 a 1, e no sufoco. O vexame foi evitado por Arrascaeta, um dos poucos que se salvam no furacão em que se enfiou a Raposa.

O América largou na frente, com Victor Rangel, no primeiro tempo. Cedeu o empate só aos 35 da etapa final. O Cruzeiro esforçou-se, é verdade, mas sem eficiência. Não adianta nada chutar um monte de vezes ao gol – só na primeira parte foram mais de dez -, mas sem direção. Isso não significa apertar. Está mais para desespero.

No segundo manteve a toada, mas com intranquilidade, que aumentava conforme o tempo passava. Bento começou com três marcadores no meio e três mais adiantados. Robinho e Riascos esquentaram banco, de novo. Ao entrarem, deram mais clareza às jogadas cruzeirenses. Nada de excepcional.

O América cumpre o papel que lhe cabe, ou seja, o de incomodar. Não tem grandes pretensões, a não ser permanecer na elite. Já o Cruzeiro tem responsabilidades de time grande. Só que, até o momento, se comporta como pequeno. Com dois pontos, se mantém na zona de rebaixamento, sem vitória e com a defesa mais vazada (8 gols).

Claro que tem tempo de sobra para reagir. No passo em que se encontra, é ano pra botar medo na torcida.