Quem tem Robinho não morre pagão

Leia o post original por Antero Greco

O Grêmio jogou mais do que o Atlético-MG, no clássico de dois candidatos ao título. O tricolor dominou, tentou e tentou a sorte, até fazer 1 a 0 com Luan no segundo tempo, para alegria de 32 mil torcedores na arena em Porto Alegre.

A vitória parecida certa, para crescer a sombra em cima do líder Palmeiras. Parecia… Até Robinho estragar a festa, com o gol de empate aos 40 minutos. O décimo gol dele no Brasileiro, que o deixa no comando da artilharia, junto com Gabriel Jesus.

Robinho saiu do banco para acabar com a farra gremista. Marcelo Oliveira havia optado por poupá-lo, sob a alegação de que estava sobrecarregado. O moço ficou ali no canto dele, só a observar o que acontecia em campo. Quando a situação apertou, com o Grêmio a martelar a meta de Uilson, o recurso foi apelar para a experiência.

E lá foi Robinho, para o lugar de Fred, que pouco fez e pouco apareceu. Mudou o jogo: o Galo ficou mais esperto, leve e ágil. Se passou o primeiro tempo e mais um tanto sem um chute a gol, resolveu incomodar Marcelo Grohe. O goleiro da seleção viu Robinho comandar a tropa para cima dele e não pôde fazer nada no empate.

O Galo se deu bem, com a tática arriscada de fechar-se demais. O Grêmio até merecia melhor sorte, pela vontade com que foi à frente, com as três dúzias, ou quase isso, de arremates. Luan cansou de tentar o segundo gol. Porém, estrela é assim mesmo: brilha na hora certa. Foi o caso de Robinho, que não deixou o Atlético ficar pagão nesse desafio.

No fim das contas, Grêmio e Galo continuam flertando com o topo.