São Paulo e a vitória para iniciar a reviravolta

Leia o post original por Antero Greco

“O São Paulo ganhou de ninguém.” Li tal tipo de comentário em redes sociais, ainda durante o jogo com o Figueirense, disputado na manhã deste domingo, no Morumbi.

Observação com indisfarçável tom provocativo, a ser desprezada. Tem importância relativa a qualidade do adversário. O que valeu foi a postura da rapaziada de Ricardo Gomes, nos 3 a 1, que encerram sequência de cinco partidas sem o gostinho da comemoração.

Os são-paulinos jogaram bem, tiveram iniciativa, pressionaram, tiveram o controle de bola, criaram chances de gol. Mandaram do começo ao fim, não foram incomodados em nenhum momento. Não correram riscos. Enfim, seguiram o figurino que se espera de equipe disposta a vencer. E, no caso, a fugir da zona de degola.

Pois o fundamental era iniciar uma reviravolta, e o duelo com o Figueirense pode representar o marco divisório numa temporada ruim na Série A. Ricardo Gomes fez algumas mexidas na equipe – as principais delas a escalação de Matheus Reis na esquerda, Wesley e Cuevas no meio, nos lugares de João Schmidt e Luís Araújo. De novo, Kelvin e Chavez mais à frente.

Desde o apito inicial, ficou clara a disposição tricolor para encurralar o Figueira. Até os 25 minutos, parecia jogo de uma equipe apenas, com direito a defesas de Gatito Fernandez e bola na trave. Os catarinenses só testaram uma vez os (bons) reflexos de Denis. De tanto insistir, veio a vantagem, com Chavez aos 30 minutos. Gol de alívio, para tirar a inhaca que ronda o grupo.

O Figueirense esboçou reagir na segunda etapa, mas ficou só na intenção. Cueva aumentou, aos 20, depois de chutar pênalti que Gatito defendeu num primeiro instante, mas não conseguiu pegar o rebote. O terceiro, de Kelvin,  aos 27, estabeleceu o nocaute. Carlos Alberto, de pênalti aos 42, diminuiu, enquanto a torcida gritava “Olé!”.

O São Paulo cumpriu com a obrigação, saiu-se bem numa disputa de “seis pontos” (com adversário na zona de degola) e melhora na classificação. Falta, agora, ter sequência positiva, para mandar para o espaço qualquer indício de risco de Série B. E, desde já, deve iniciar o planejamento para um 2017 mais saudável e menos tenso.

O Figueira… tem de precaver-se, porque o rebaixamento é risco real.