Como nossos pais. Verón e Jair. Botafogo 2 x 1 Estudiantes.

Leia o post original por Mauro Beting

Verón, La Bruja, foi o craque do Estudiantes tricampeão da América, de 1968 a 1970. Atacante que jogava muito.

Verón, La Brujita, foi o craque do Estudiantes tetracampeão da Libertadores, em 2009. Oito anos depois desse todocampista argentino ter merecido ganhar o título de melhor do mundo que ficou com outro craque como Figo.

Os Pincharratas de La Plata ganharam quatro Libertadores. Todas com a família Verón de protagonista.

(Não há nada parecido no mundo. Ou melhor: os Maldini, no Milan, na Europa.)

O filho – que jogou mais do que jogou demais o pai – agora é presidente do clube argentino. E se inscreveu como atleta nesta Libertadores, aos 41 anos.

Só não estreou na Arena Nilton Santos por estar suspenso por um cartão recebido lá em 2011.

Uma pena.

A história seria vista e vivida no Engenhão que recebeu muitas gerações de botafoguenses para verem mais um show da torcida, mais uma boa vitória alvinegra na Libertadores.

Resultado obtido muito pela organização de um time limitado, mas muito bem dirigido por outro filho da arte. Um que não brilhou como o pai com a camisa alvinegra. Mas que, como qualquer filho, teve o sonho de participar de uma festa e de uma disputa de sonho como a Liberta.

Filho de um Furacão da Copa em 1970. E de um craque seminal e brilhante na conquista do Cruzeiro, em 1976. Jairzinho que era contestado na Raposa em 1976 como foi Verón em 2009. Duas majestades que ganharam tudo e ganharam ainda mais levando seus meninos para um passeio para tomar sorvete.

Como pais e filhos.

O Botafogo está ainda maior pela bela história da família que não se perca pelo nome – Ventura.