A pior derrota

Leia o post original por Odir Cunha

Perder para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por 1 a 0, é normal. Porque o Santos estava desfalcado de Lucas Lima, o único que se assemelha a um craque nesse time; porque o Cruzeiro é uma equipe de respeito e porque jogar em um estádio envidraçado por camarotes que abafam os gritos do torcedor, com apenas 7.025 pessoas presentes, não mete medo em ninguém. O que não é normal, o que significa a maior derrota do Santos no momento, é a mentalidade vigente no clube de que encastelar-se nos muros de sua cidade vai salvá-lo das tristezas do futebol.

Muitos santistas, até alguns que trabalham para a gestão que domina o clube, alertaram que três jogos seguidos na Vila Belmiro seria uma fórmula pronta de prejuízo. Nesse domingo, por exemplo, não havia jogo na capital, então por que não marcar Santos e Cruzeiro para o Pacaembu? Sabe-se, porém, que os assessores mais radicais do presidente defendem que só jogos sem expressão sejam levados para São Paulo. Como é ano de eleição, Modesto Roma não quer contrariá-los.

Assim, ignorando o bom senso e os mínimos princípios de planejamento que se espera de um clube de futebol profissional, o Santos fez os três jogos na Vila Belmiro, e obteve os públicos de 5.921 pessoas contra o Coritiba, dia 20 de maio, sábado passado; 6.632 espectadores contra o Sporting Crystal, dia 23, terça-feira, e agora, 7.025 torcedores contra o Cruzeiro, em uma média de 6.526 espectadores por partida.

Contra o Coritiba, segundo o balanço financeiro divulgado pela CBF, o jogo proporcionou um lucro líquido de 32 mil e 661 reais, mas só as “despesas diversas” chegaram a 44 mil e 891 reais. É fácil prever, portanto, o montante que o Santos deixou de ganhar ao contrariar a maioria de seus torcedores e marcar três jogos seguidos para o Urbano Caldeira.

Se o Pacaembu fosse um estádio maldito, onde o Santos perdesse todos os seus jogos, ainda se entenderia. Mas no estádio municipal de São Paulo o Alvinegro Praiano é o detentor do recorde de 19 vitórias consecutivas e mantém uma média de público que se aproxima de 25 mil pessoas. É incompreensível, amadora e discriminatória essa aversão ao estádio mais bem localizado do Brasil, onde o Santos tem uma tradição de grandes públicos, vitórias memoráveis e títulos históricos.

No Campeonato Brasileiro do ano passado foram as derrotas na Vila Belmiro que tiraram do Santos a chance de lutar pelo título. Neste ano o time ganhou do Coritiba devido a uma atuação extraordinária do goleiro Vanderlei e agora perdeu do Cruzeiro em um jogo no qual foi dominado boa parte do tempo. Não dá para dizer que o time jogaria melhor e ganharia no Pacaembu, mas também não dá mais para dizer que na Vila ele ganha todas. Nem uma criança acredita mais nessa crendice.

Assim, é irrelevante destacar quem jogou bem ou mal contra o Cruzeiro. Acho que o time todo se esforçou e deu o máximo que pode. Ocorre que os jogadores não podem dar mais do que isso. Falta ao time, principalmente, um armador talentoso e inteligente, que possa substituir ou jogar ao lado de Lucas Lima. Falta também um atacante mais jovem, rápido e com alguma técnica. Ricardo Oliveira tem técnica, mas já lhe faltam pernas. Na defesa, se continuasse de pé e não desse o carrinho, provavelmente Lucas Veríssimo não teria sido driblado. Porém, são detalhes.

O mais importante não é só ganhar os jogos, mas planejar uma trajetória que torne o Santos saudável financeiramente, com possibilidade de contratar melhores jogadores e se manter ainda mais cativante para os jovens, abrindo assim novas possibilidades mercadológicas. Mas não será jogando para um público médio de 6.500 pessoas que ele conseguirá isso.

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