Crise com Palmeiras coloca presidente da FPF em xeque

Leia o post original por Perrone

Os recentes ataques de Maurício Galiotte deixam a autoridade da Federação Paulita de Futebol (FPF) e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em xeque. Consequentemente, Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da entidade estadual, também fica numa situação delicada.

O presidente do Palmeiras já chamou o Campeonato Paulista de Paulistinha duas vezes, além de criticar em várias oportunidades a maneira como a federação e o tribunal trataram a denúncia do clube em relação ao jogo decisivo da competição. Para o alviverde, houve interferência externa na decisão que anulou um pênalti (marcado incorretamente) a favor de sua equipe na segunda partida da final com o Corinthians.

Galiotte se revoltou com o fato de o tribunal decidir não julgar o caso alegando falta de provas e porque a FPF não tomou medidas disciplinares contra os envolvidos na suposta interferência. Também ficou irritado ao ver o tribunal alegar que seus advogados perderam o prazo para pedir a impugnação do jogo.

Chamar o torneio de Paulistinha fez Galiotte ser denunciado pelo TJD. Ele promete não comparecer ao julgamento marcado para esta segunda-feira, o que em tese aumentaria a crise.

O grau de rebeldia do dirigente palmeirense é raro em termos de FPF. O atual presidente da entidade vinha se mostrando afinado com os clubes paulistas e até virou representante de seus anseios na Conmebol.

Agora, porém, vê sua autoridade contestada. A falta de uma punição para Galiotte pode deixar a federação vulnerável a outros ataques de cartolas, o que enfraqueceria a entidade. Por outro lado, um castigo pesado certamente fará o presidente palmeirense gritar mais alto prolongando a briga.

A crise acontece justamente num momento em que Bastos precisa do apoio dos clubes para tentar não perder espaço na CBF e na Conmebol. O presidente da FPF pretendida se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu o número mínimo de indicações de federações e times para registrar chapa. Agora, ele corre o risco de ser afastado dos cargos de diretor remunerado das séries B e C e de representante da CBF na Conmebol. Isso a partir do início da gestão de Rogério Caboclo, a partir de abril de 2019.

Se não contornar o problema com o Palmeiras, ele perderá um importante apoio para manter seus planos em termos nacionais e internacionais. Além disso, pode passar a conviver com uma oposição indesejada em seu próprio território, a FPF.