O que não pode no apito é poder um monte de coisa e só mostrar poder quando não precisa

Leia o post original por Mauro Beting

Pode pegar o brigadeiro antes de cortar o bolo? Não pode. Mas pode. Se o tio pegar pro sobrinho, tá valendo. Eu finjo que não vejo. É errado. Mas é tudo de bom.

Pode pegar o tripé do César Greco como se fosse cajado, o boné do Wanderley Nogueira como se fosse chapéu, o telefone do orelhão como se fosse ligar pra mãe, a máscara como se fosse a Tiazinha, o celular como se fosse tirar a selfie.

Não pode. Mas pode.

O que realmente não pode é ter um clássico com três cartões amarelos e dois deles por celebração. Uma em que Luan não fez nada além de dançar. Outra que Moisés pegou o “cajado” como fizera no BR-16 em Itaquera para abrir o mar verde. Mas só conseguiu mesmo fechar cabeças que só seguem o que nem sempre devem da comissão de arbitragem que apita mais do que deve.

Se eu fosse palmeirense, depois dos cartões nos clássicos para Lucas Lima e Moisés, não celebraria mais gol. Eu ficaria emburrado. Ou mais burro que orientador de árbitro. Detesto provérbios e frases feitas. Mas quando um burro fala, e falha, o outro não precisa mostrar cartão.

Fecha o olho, juizão. Ninguém vai ver.