Caso Everton fortalece Tite: dispensa da seleção só em caso de lesão

Leia o post original por Perrone

A decisão da CBF de não dispensar o gremista Everton dos amistosos da seleção brasileira contra Arábia Saudita e Argentina, nos próximos dias 12 e 16, é uma vitória de Tite.

Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, havia se reunido na semana passada com Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira, e Rogério Caboclo, eleito para presidir a entidade a partir de abril do ano que vem. Na ocasião, o dirigente tricolor trabalhou pela liberação do jogador.

Apesar de a CBF não admitir oficialmente, avaliou a possibilidade de liberar o atleta, o que eliminaria o risco de um atrito político. Tanto que a resposta negativa não foi dada imediatamente para o presidente do clube gaúcho.

A principal pedra no caminho da pretensão do Grêmio foi o técnico Tite, que fez questão de manter a convocação. A eventual dispensa de Everton abriria um precedente e deixaria a comissão técnica enfraquecida diante de pedidos futuros.

Na última quarta à noite (3), os gremistas foram avisados oficialmente pela CBF de que não haverá liberação. O artilheiro desfalcará a equipe de Porto Alegre contra o Palmeiras, pela 29ª rodada do Brasileirão.

Um dia antes do aviso formal, o discurso da cúpula da entidade já era de que ninguém  deixa uma convocação a não ser por lesão. Ou seja, o caso de Everton servirá de exemplo em eventuais novos pedidos de clubes.

Com Marinho Saldanha e Pedro Ivo Almeida, do UOL em Porto Alegre e no Rio de Janeiro