Mais se fala de apito que de bola. Corinthians 2 x 1 São Paulo.

Leia o post original por Mauro Beting

Duas certezas em 2019: Gustavo honrará o epíteto Gustagol de qualquer jeito. Até sem jeito, como na canelada com efeito no gol da sétima vitória corintiana em 10 Majestosos invictos em Itaquera. Mas sobretudo pelo alto, onde ninguém sobe mais, se impõe melhor para atacar a bola, e tem mais técnica de cabeceio e tempo de bola do que ele por estes campos.

Outra certeza em 2019. Qualquer bola cruzada na área corintiana não será de Manoel, não será de Henrique, e nunca e de Cássio. Todo cruzamento em jogo do Corinthians ou é de Gustavo ou é do rival do Corinthians. Um time que mais uma vez mudou, apresentou Júnior Urso que será importante, mais uma vez fez pouco, mas de novo ganhou o jogo grande.

Clássico de baixo nível como tantos recentes. E de má arbitragem. No lance que originou o escanteio que daria no gol de Manoel, a bola saiu antes de Clayson bater. Erro “compensado” pela falta de Anthony em Avelar antes do empate tricolor.

No lance de gol de Gustavo, Volpi é quem vai ao encontro de Love. Eu não marcaria falta. Como também não daria mão na bola de Gonzalo na bola que sobrou para Arboleada “empatar”. Mas marcaria impedimento de Pablo que interferiu contra o rival antes do chute do equatoriano. Árbitro acertou ao “errar” na minha avaliação discutível como qualquer outra. Pra mim, Gonzalo fura o cabeceio e a bola bate sem intenção no braço muito próximo ao corpo.

Mais um clássico onde vai se debater mais o apito que o futebol. Até porque, mais uma vez, pouco se viu. E pouco pode se cobrar de Mancini. Mas muito mais de quem joga pelo São Paulo. E de quem monta e desmonta o seu elenco e comissão técnica.