Leandro, 60

Leia o post original por Mauro Beting

Tem cantor que é o preferido dos outros cantores. Guitarrista dileto dos outros instrumentistas. Cineasta que é o diretor dos seus colegas. Chefe de cozinha que é o master dos outros.

E tem o Leandro que é o lateral dos laterais. E de muitos pontas, zagueiros, meias, goleiros, treinadores. Rubro-negros ou não. Feliz o Brasil que tem muitos laterais históricos. Poucos com mais títulos. Raros com mais técnica. Uns quatro camisas dois (ou quatro) para jogar nesse time dos sonhos.

Mas nenhum deles só jogou com a mesma camisa. A mesma da infância em Cabo Frio. A vermelha e preta que foi campeã de tudo. Nação que o levou a ser o camisa 2 do melhor Brasil que não se viu campeão da Copa. Mas que conquistou o mundo tanto ou mais que futuros campeões.

Leandro não foi o que melhor defendia. Atacava. Chutava. Cruzava. Driblava. Passava. Corria. Mas ele fazia tudo tão bem e tão fácil que provavelmente foi quem mais se divertia. Como se fazendo do seu campinho o Maracanã. Como fez do Maraca o seu quintal.

Um monstro que conhecia os meandros da cancha. Um mestre que conhece os Leandros de dentro e fora de campo.