Igual, mas nem tanto. São Paulo 0 x 0 Corinthians.

Leia o post original por Mauro Beting

O Corinthians mais uma vez não fez o goleiro adversário trabalhar. Fora uma defesa fácil logo de cara em lance de Clayson (o melhor alvinegro mais uma vez, mesmo com Hudson o seguindo pelo campo), e mais duas cabeçadas pra fora, mais nada. É muito pouco.

Inclusive porque o que poderia ser o lance do jogo, o VAR não viu, no final: o puxão da camisa de Henrique por Hudson. Pênalti claro pelas imagens globais. Mas vai saber o que o VAR viu… E teve quase 5 minutos para ver e não enxergar.

(ADENDO – O VAR viu impedimento de Love antes do puxão de camisa. Lance dificílimo. Agora compreendo a demora. E o protocolo pede que assim seja. Na dúvida, no estádio, eu marcaria mesma linha. Pelo VAR, marco o impedimento).

(Na primeira etapa, os homens vídeo interpretaram que também não houve pênalti em bolada lpno braço de Ralf, aos 41, que eu também não marcaria. Nessa estivemos juntos).

O que se viu mesmo foi o São Paulo mais incisivo na primeira etapa e bem melhor no segundo tempo. Mas não a ponto de merecer o placar que não conseguiu construir também pela ausência do lesionado Liziero. Cuca mudou o 4-2-3-1 bolado por Mancini para um 4-1-4-1. Gonzalo trombando com a bola na frente, Everton e Everton Felipe alternando pelo canto esquerdo, Igor Gomes um pouco mais atrás pra dar um pé a Luan, e Antony discreto também pela boa marcação de Carlos.

Como Sampaoli no Pacaembu, Cuca deixou seus laterais Hudson e Reinaldo cortarem e armarem por dentro, com as pontas ocupadas por Antony e por um dos dos Evertons. Assim foram criadas as três chances tricolores na primeira etapa. Duas com Arboleda em cruzamentos. Uma senhora defesa de Cássio. E não muito mais que isso.

Se o Corinthians já estava amuado e trancado além da conta mais uma vez, com a saída do lesionado Júnior Urso para a entrada de Richard (sem a mesma dinâmica e ritmo) aos 27 iniciais, e com Ramiro mais marcando que jogando, e Jadson fazendo ainda menos, pouco se viu de bom.

O São Paulo mudou para melhor na segunda etapa. Criou mais e chegou a ter 8 chances. Mas nenhuma grande defesa de Cássio. Hernanes entrou muito bem substituindo Gonzalo. Liberou Igor Gomes e chegou mais, arriscando bastante de fora da área. Com Nenê aos 20 entrando como

centroavante, Everton Felipe foi pra esquerda, e cresceu o volume tricolor. Com Helinho por dentro aos 30, fazendo parceria com Antony, o time foi mais à frente.

Mas faltou algo mais. Como tem faltado demais ao futebol que se joga no Brasil.

Deu a lógica. Empate. E segue tudo muito aberto em termos de chances. Mesmo com jogos muito trancados e mais marcados que jogados. Mais nervosos que emocionantes.