Demora do VAR em final do Paulista incomoda até comissão de arbitragem

Leia o post original por Perrone

Foto: Daniel Vorley/AGIF

A demora do VAR para analisar lances no primeiro jogo entre  São Paulo e Corinthians pela decisão do Campeonato Paulista, no último domingo, incomodou pelo menos parte da comissão de arbitragem da Federação Paulista de futebol. O incômodo existe principalmente em relação à ultima jogada analisada, um suposto pênalti a favor dos corintianos. Nesse caso, foram cerca de quatro minutos de espera, no final da partida, até que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira indicasse que a marcação não seria mantida.

O desconforto acontece porque existe o entendimento entre ao menos uma parcela da comissão de que a fase inicial do uso do árbitro de vídeo já passou e a análise já deveria se mais rápida. A avaliação é a de que nenhuma das jogadas revisadas tinha um grau de dificuldade que justificasse eventuais demoras.

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Por isso, a agilidade na tomada de decisões deverá motivar uma conversa entre os responsáveis pela arbitragem no Estadual e os juízes de campo e de vídeo. A ideia é que o processo seja mais rápido se o VAR voltar a ser utilizado na partida decisiva do campeonato, domingo (21), em Itaquera.

Até então, a cúpula da arbitragem paulista vinha mantendo o discurso de que em início de trabalho uma certa demora era admissível. Agora já há quem diga que do jeito que está não está bom e não pode ficar.

No último dia 10, Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, deixara claro que o próximo passo era reduzir o tempo para as análises serem concluídas. “O processo demora um tempo relativamente pequeno. Mas temos certa insegurança para acertar, e aí eles acabam fazendo uma vez mais para ter certeza. O processo é esse. Dá para adiantar, mas a questão da insegurança está atrasando a decisão. O tempo é importante, mas a precisão é ainda mais importante”, afirmou Corona.

No Morumbi, no lance da revisão mais demorada, o corintiano Henrique foi puxado por Hudson dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo. O pênalti não foi marcado pelo entendimento de que no mesmo lance Vagner Love estava impedido, o que anularia a marcação da penalidade. Desde o início do uso do VAR, a FPF e a Comissão de Arbitragem batem na tecla da importância de ser feita justiça com o recurso eletrônico.